sábado, 13 de janeiro de 2018

RESPEITO À VIDA DOS SEMELHANTES

 A “VOLTINHA” DE RENATO

 Um dia, Renato foi dar uma “voltinha”.

Antes de sair, porém, passou pela cozinha e ao ver um prato de bananas, exclamou:
- Oba!... Está para mim!...
E, guloso como era, pegou duas bananas e saiu. Então, começou a saborear uma delas.
- Como está gostosa!.. . A sorte é que peguei duas.. .
E os olhos luzindo de prazer, ia dando sua “voltinha”.
A manhã estava linda!.. . Os céus bem azuis, salpicados de nuvenzinhas brancas que passavam de um lado
para outro.
- Parecem carneirinhos pastando – pensou Renato enquanto caminhava.
Andou, andou.. .Depois de comer as duas bananas, ficou todo atrapalhado.
- E agora, que vou fazer com estas coisas?... Atirar no chão não devo... No bolso não dá... Minhas calças
estão limpinhas... Ficar com elas na mão... Também não dá...
E Renato olhava para as cascas de banana, sem saber o que fazer com elas.
Nisto, ao passar por um jardim, um cão saltou nas grades, latindo.
- Oi Rajá!... Tudo bom?...
E largou na calçada as desagradáveis cascas, para melhor acariciar seu amigo cão.
Durante algum tempo, Renato ali esteve. Depois,  continuou a dar sua “voltinha”, completamente esquecido
de tudo.
Foi então que encontrou seu amigo Pepe.
- Oi!... Vamos brincar um pouco?
- Não posso, Nato! Meu pai está esperando a marmita. Ele almoça lá no emprego.
Renato sabia que Pepe era um bom menino, levava sempre a marmita para o pai, com muito cuidado. Por
isso, sem insistir, prosseguiu sua “voltinha”.
Mas, mal tinha dado alguns passos, ouviu um grito – Ui!...- e um barulho forte – ploc tt...
Renato voltou- se. Lá estava Pepe estendido no chão! A seu lado, a marmita virada e toda a  omida
derramada! Rajá latia, como a pedir socorro.
Renato correu para o amigo.
- Que foi?... Está machucado ?...
- Ui! – Gemia Pepe, esfregando a perna – Que escorregão!... Também, cascas de banana!...
Renato ficou vermelho!... O coração bateu forte, forte....
- Você quebrou a perna? – Perguntou, aflito.
- Não sei... Acho que não!...
E Pepe, ajudado por Renato, pôs- se de pé. Depois, forçou um sorriso e disse:
- Estou bem... A perna não quebrou...
E meio manco, deu alguns passos. Foi quando viu a comida esparramada na calçada. Então, começou a
chorar.
Coitado do papai! Vai ficar sem almoço!...
Renato ficou nervoso. E enquanto pegava as cascas de banana, dizia:
- Não chore!... Seu pai terá outro almoço...
Mas Pepe, segurando a marmita vazia, explicou: a mãe trabalhava fora e já tinha saído.
Renato ficou mais aflito. Correu para casa e, chorando, contou tudo à sua mãe.
- Eu sou o culpado!... A culpa é minha...
Dona Vera ficou muito aborrecida, mas logo falou:
- Vá buscar Pepe. Vamos dar um jeito...
Renato saiu com um tufão. Em dois segundos estava de volta com o amigo. E os dois choravam juntos.
Dona Vera examinou Pepe. Tinha o tornozelo inchado, mas não havia fratura.
- Não chore mais!... Seu pai não ficará sem almoço...
E assim dizendo, ia abrindo as panelas e acomodando a comida na marmita.
Um largo sorriso apareceu no rosto de Pepe. E muito agradecido, disse:
- Muito obrigado!... A senhora é muito boa!... Renato também...
- Meu filho é muito descuidado! – comentou dona Vera.
E como Renato baixasse a cabeça muito triste, ela acrescentou:
- Mas garanto, também, que ele vai se corrigir...
Os olhos de Renato brilharam.
- Sim, mãe, garanto! Não me esquecerei nunca do dia de hoje!...
E enquanto ele acompanhava Pepe, contou- lhe, muito envergonhado, o que havia acontecido quando parara para brincar com Rajá.
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IDADE SUGERIDA: 05 – 06 ANOS
FONTE: LIVRO: CONTE MAIS – VOLUME 1 – FERGS
TEMA: RESPEITO A VIDA DOS SEMELHANTES

Enquanto o evangelizador narra a história ele poderá apresentar os personagens da história em desenho. Conforme as figuras abaixo.
Sugestão: Recorte as figuras e cole em um palito de churrasco e faça um teatrinho. E depois, peça para os evangelizandos pintarem o Renato e o Pepe.
Sugerir que as crianças façam desenho livre com o objetivo de estimular a criatividade. 








ALTRUÍSMO










segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O AMBIENTE FAMILIAR E A CONQUISTA DA PAZ

Tema: O Ambiente Familiar e A Conquista da Paz
Idade: 07 a 10 anos

Objetivos: Levar as crianças a descobrirem, de acordo com a visão Espírita, de que maneira boas atitudes ajudam a melhorar o ambiente familiar e a conquistar a paz.

ATIVIDADE INICIAL
      Espalhar, antecipadamente, várias imagens de famílias pelo chão (ou em um varal).
  O evangelizador já tem que levar prontos essas figuras e imagens – recortes de revistas, jornais, fotos,etc (não há tempo na hora para os evangelizandos procurarem e recortarem de revistas).
  Colocar famílias em diversas situações, conversando, discutindo, abraçando, dando carinho, brincando;
  Pedir para as crianças andarem pela sala e escolherem qualquer uma daquelas figuras que estão espalhadas.
   Não induzir para a criança escolher uma figura que retrate a sua família. Cremos que a criança escolhe naturalmente uma figura que retratar a sua realidade ou uma figura que representa como ela gostaria que fosse a família dela
  Conversar com as crianças a partir do desenho que elas escolheram.
  Não é uma conversa demorada, mas uma introdução.
 Pode-se pedir para cada uma falar um pouco da sua família.
 As famílias não são iguais e cada um tem a família necessária para crescer e aprender coisas importantes para ser feliz;
 Cada pessoa que faz parte da família tem características físicas e gostos diferentes. Uns são magros, outros mais gordos, uns baixos, outros altos, uns gostam de comer chocolate, outros gostam de tomar sorvete, mas cada um tem qualidades especiais e todos são importantes;
  Os nossos amigos podem ter famílias diferente da nossa, mas todas são importantes. Devemos respeitá-las e demonstrar o nosso carinho através da amizade;
 Um bom ambiente familiar depende das nossas atitudes;
 Todos os espíritos são irmãos e forma uma grande família universal.
 Entregar uma folha (ou o modelo de rosto) e pedir para a criança desenhar a pessoa mais legal da família dela ou a que ela mais gosta;
Após o desenho, cada uma apresenta dizendo o seu nome, quem desenhou e o que foi que essa pessoa fez que a deixou feliz.
 Pedir para eles colocarem o nome deles no desenho
 Disponibilizar 3 cartazes (cartolina ou papel pardo - depende do nº de crianças).
 À medida que for apresentando o seu trabalho a criança escolhe um dos cinco cartazes disponíveis (o número de cartazes depende da quantidade de crianças) e cola a sua figura, de forma que ao final cada cartaz representará uma “família” (um grupo) para a atividade seguinte.
 É preciso limitar o número de figuras por cartazes para que os grupos fiquem com o mesmo número de crianças
 Dividir as crianças em grupos de acordo com a atividade anterior para a mini-gincana;