quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

PARÁBOLA DO RICO INSENSATO




Contar a parábola do rico insensato.  (Lucas, 12:16-21)

As terras de um homem rico produziam muito fruto.
E ele discorria consigo: Que hei de fazer, pois não tenho onde recolher os meus frutos?
E disse: Farei isto; derribarei os meus celeiros e os construirei maiores, e ai guardarei toda a colheita e os meus bens.
E direi à minha alma: Minha alma tens muitos bens em deposito para largos anos; descansa, come, bebe, regala-te.
Mas Deus disse-lhe: Insensato, esta noite te exigirão a tua alma: e as coisas que ajuntaste, para quem serão?
Assim é aquele que entesoura para si, e não é rico para com Deus.
Perguntar se eles entenderam a parábola, deixar eles falarem.
Depois passar para eles que a riqueza material não é tudo o mais importante é amar a Deus e ao próximo como a si mesmo, essa é a maior riqueza. Que somos espíritos imortais, mas temos que aproveitar as oportunidades que Deus nos da, e não pensar somente em si próprio mais também nas necessidades dos nossos irmãos  em dificuldades.
{Jesus ensinou ao povo, quando contou esta parábola: É preciso evitar toda a avareza, porque a vida de uma pessoa não consiste na abundancia das coisas que possui.]
Que possamos no lugar da avareza, cultivar a caridade, a fé, humildade, conhecimento das Leis divinas, de amor fraterno.


Atividade; dividir em grupos e pedir para fazerem um jornal falado.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

REQUISITOS PARA O EVANGELIZADOR



PONTUALIDADE

“Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando”! Em verdade vos digo que se cingirá e os fará assentar á mesa, e, chegando-se, os servirá.
            “E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos”.                      Lucas, 12: 37 e 38.

            Pontualidade – tema essencial no quotidiano, disciplina da vida.
André Luiz – Desobsessão

Em nosso dia-a-dia, procuramos ser pontuais em todas as nossas ações. No trabalho, nos estudos, nos encontros... Na evangelização não devemos agir de diferente forma, pois sabemos que toda tarefa no plano físico demanda preparação do plano espiritual. Se não formos pontuais, ficará difícil uma comunhão de idéias entre a espiritualidade e nós. Além disso, devemos ser exemplo para nossos evangelizandos. Se não somos pontuais, como cobrar pontualidade?
Pontualidade é necessária em toda e qualquer tarefa, pois sabemos que para todo trabalho no plano físico há, antecipadamente, um planejamento da espiritualidade. Nós somos tarefeiros concretizando no plano físico o planejamento do mundo espiritual. E para que possamos realizar a contento o trabalho, precisamos estar em sintonia com os companheiros que coordenam os trabalhos no lado espiritual da vida. Se sempre chegarmos em cima da hora, atrasados, provavelmente a espiritualidade não encontrará em nós a abertura necessária para que ocorra ali uma comunhão de idéias.


ASSIDUIDADE

“E sereis aborrecidos por todos por amor do meu nome; mas que perseverar até o fim esse será salvo”.                                                                                                                     Marcos, 13:13.
            “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo”.                                                                                                                   Atos, 5:42.

            Assiduidade é lição que colhemos na escola da Natureza, todos os dias.
              André Luiz – Desobsessão

Se quisermos que nosso vaso de flores fique florido em nossa janela, devemos colocar água todos os dias. Na evangelização também somos chamados a cuidar da semente que plantamos no coração de cada evangelizando. Se não formos freqüentes, assíduos na evangelização, essa semente plantada pode não germinar e, caso germine, não irá florescer e nem dará bons frutos. Somo responsáveis por aquilo que semeamos, seja aonde for. Compromisso com a tarefa. Ao evangelizarmos, não estamos fazendo favores a ninguém. Não estamos favorecendo ao presidente da Casa Espírita, nem ao evangelizando, mas sim a nós mesmos. Pois à medida que evangelizamos, somos evangelizados. Portanto, o primeiro beneficiado no processo somos nós.



VERACIDADE

“Qualquer, pois, que violar um destes mais pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar; será chamado grande no reino dos céus.”                                                Mateus, 5:19
            “Mas, quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus”.                                                                             João, 3:21.

            A pretexto de ser realista, não pretenda ser mais verdadeiro que Deus, somente de cuja Autoridade Amorosa recebemos as revelações de cada dia.
André Luiz – Agenda Cristã / Nas Conversações

A verdade que nos importa está em Jesus, que, segundo Ele próprio, é “o caminho a verdade e a vida”. Quando escolhemos nos doar no trabalho edificante da evangelização, escolhemos relembrar a vida e ensinamentos de Jesus à luz da Doutrina Espírita. Procuremos sempre ser fiéis à palavra e verdadeiros tanto no que falamos quanto no modo de agir, para que nossos evangelizandos sejam também verdadeiros conosco e consigo mesmos. Devemos ter cuidado para que nosso trabalho seja o reflexo de sentimentos e conhecimentos reais, para que não cometamos o erro de transmitir informações inverídicas. A humildade de admitir o desconhecimento é mais valorosa que orgulho inerente a uma resposta concedida sem certeza e de forma, muitas vezes, errônea.


AUTODOMÍNIO

“Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”                                                                     Tiago 1:19
            “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã”                                                                Tiago 1: 26.

            É preciso se instale no homem a compreensão de sua necessidade de autodomínio, acordando-lhe as faculdades de disciplinador e renovador de si mesmo, em Jesus-Cristo.
Emmanuel – Caminho, Verdade e Vida / Que é a carne?

Muitas vezes em nosso quotidiano, encontramos pedras que nos fazem tropeçar e muitas vezes nos vemos descontrolados, abrindo nossa boca para amaldiçoar o fato. Na vida de nossos evangelizandos também existem pedras e talvez muito maiores. Devemos cultivar em nós o autodomínio, a fim de não aumentar a dor de uma ferida aberta em nossos evangelizandos, com uma resposta impensada e rude.
Vigilância e oração. Elevar-se para responder e agir. O evangelizador deve ter consciência das dificuldades que a tarefa o impõe, e diante disso, cultivar a certeza do amparo espiritual nos momento de aflição. O ambiente íntimo do evangelizador deve está em equilíbrio para que a transmissão do conhecimento seja carregada do exemplo da resignação diante das dificuldades. O desânimo e a preocupação são inerentes à nossa condição e nos alcançam fortemente em determinados momentos da caminhada evolutiva, mas não podem se tornar uma constante no ambiente íntimo do evangelizador. 


BOM HUMOR

“E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.”                                                                              Atos,4:33.
            “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”                                                                       II Corintios, 9:7

            Não arruínes o bom humor de quem segue ao teu lado, porque a alegria é sempre um medicamento de Deus.
Mariano José P. Fonseca – Falando à Terra / Reflexões

O evangelizador deve cultivar a alegria principalmente no ambiente da tarefa. Como exemplo que é, torna-se responsável pela transmissão de sentimentos positivos à criança, não se limitando ao conhecimento evangélico-doutrinário. A veracidade dos ensinamentos de Jesus atinge mais eficazmente o coração da criança que o recebe por meio da alegria consoladora e resignada.
Nossa vida diária e a de nossos evangelizandos, já têm muitos dissabores. Procuremos compartilhar a alegria e o bom humor que conquistamos com Jesus.


DEDICAÇÃO AO ESTUDO

“E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”.                              Mateus – 13: 52.
            “E dizia-lhe uma parábola: pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova”?                                                                                                                                 Lucas 6: 39.

            O estudo favorece o crescimento espiritual.
Irmão X – Correio Fraterno / Ao Companheiro Juvenil

Quando nos prestamos à realização de uma tarefa, seja ela qual for, necessitamos estar preparados para realizá-la. A tarefa da evangelização requer muito preparo e estudo constante dos ensinamentos evangélico-doutrinários. Sem a dedicação ao estudo seremos incapazes de realizar com êxito tal tarefa.


ISENÇÃO DE VÍCIOS

“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”.          Mateus 6: 24.
            “E maravilharam da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.”.                                                                                                                       Mateus 1: 22.

            Se o seu impedimento irrompe de vícios arraigados, carregue consigo um cartão com esta lembrança breve: - devo renovar-me.
André Luiz – Ideal Espírita / Avise a Você

O evangelizador infantil é um tarefeiro que trabalha, essencialmente, por meio da exemplificação dos ensinamentos do cristo. A proposta da reforma íntima deve ser desenvolvida primeiramente por ele, para que sua palavra e seus gestos sejam carregados de autoridade moral. Na condição de evangelizadores, devemos procurar estar sempre nos melhorando. Os vícios materiais e espirituais requerem um trabalho árduo de reforma interior. Busquemos sempre vencer nossos vícios. O exercício da superação encontra-se na doação de nós mesmo no processo da evangelização.


SER ESPÍRITA

“E dizia-lhes uma parábola: Pode por acaso um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova”?                                                                                                               Mateus 6: 39.
            “Mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna.”                                                                                                                               Timóteo, 4: 16.

            Trabalha servindo, cônscio de que cada um de nós é o agente da propaganda de si mesmo, no trabalho da redenção humana, que não nasce da violência e sim da verdade e do amor, no toque fraternal de espírito a espírito.
Emmanuel – Livro da Esperança / Ser Espírita

Pode um professor de história ministrar tão bem aulas de matemática quanto aquele que se fez matemático? Da mesma forma necessário é ser espírita para evangelizar à luz da Doutrina Espírita. Como pregar a reencarnação, a vida após a morte física, espírito e perispirito sem acreditar de todo entendimento na existência de tais fatos? O conhecimento da Doutrina Espírita está ligado à fé raciocinada de que nada há por acaso na vida. Ser espírita é buscar a renovação a cada dia a partir do amor ao próximo como a si mesmo. É trabalhar no bem até em pensamento, vigiando e orando sempre, como nos ensina o Mestre Jesus.


CONHECIMENTOS GERAIS ATUALIZADOS

“Ninguém deita remendo de pano novo vestido velho, porque semelhante remendo rompe o vestido, e faz maior a ruptura... Nem se deita vinho novo em odres velhos, aliás, rompem-se os adros, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deitam-se vinhos novos em odres novos, e assim ambos se conservam.”                                                                       Mateus 9: 16 e 17

            Atualizar-se constantemente, examinando, todavia, as novidades antes de veiculá-las.
Emmanuel – Ceifa de Luz / Legendas do Tribuno Espírita

A doutrina e o evangelho não são ilhas em nossas vidas. Suas sugestões edificantes são aplicáveis à realidade de todas as pessoas em todas as ocasiões. Por isso, faz-se necessário estar sempre atualizado em relação aos acontecimentos e descobertas, para avaliá-los à luz dos conhecimentos evangélico-doutrinários.


COMPREENSÃO E DISCERNIMENTO

“E dá a qualquer que te pedir, e, ao que lhe tomar o que é teu, não lhe tornes a pedir”.                                                                                                                                                Lucas 6: 30
            “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos; apto para ensinar, sofredor.”                                                                                           II Timóteo, 2: 24.
            “Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mateus, 7:1.

            Nos serviços de compreensão, não peça que seu vizinho suba até você. Aprenda a descer até ele e ajude-o.
André Luiz – Agenda Cristã / Revele-se

            Deus te deu o discernimento, para que o teu concurso verbal ajude a compreensão dos que te ouvem, de tal modo que a tua presença, seja onde for, venha a se constituir em luz que dissipe a sombra do desequilíbrio e o nevoeiro da discórdia.
Emmanuel – Ceifa de Luz / Doação e Nós

Para evangelizarmos necessitamos desenvolver em nós a compreensão. Compreender o universo da criança, as suas necessidades, as suas ansiedades, as suas dificuldades e as suas possibilidades, para que possamos alcançá-la no processo da Evangelização. E precisamos ter discernimento, para falar e para agir com elas, pois somente compreendendo-a, podemos discernir e agir mais acertadamente com elas, alcançando, dessa forma, a justiça nas decisões e atos.
A compreensão e o discernimento devem fazer parte da nossa vida diária. Na evangelização é necessário compreender as dificuldades de nossos evangelizandos e buscar o discernimento necessário partindo, principalmente, dos estudos realizados e da intuição despertada pela espiritualidade amiga.


DEDICAÇÃO AO TRABALHO

“Jesus disse-lhe: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.”                                                                                                                              João, 4: 34.
            “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”.
                                                                                                                                   João, 5: 17.

            Estendamos a sementeira de luz, através da dedicação ao trabalho como o Cristo, a fim de que a ignorância seja dissipada nos caminhos humanos.
Emmanuel – Abrigo / Desfazendo Sombras

Dedicar-se a uma tarefa é colocar-se à disposição para realizá-la da melhor forma. É desprender-se de si próprio em favor de outrem ou de alguma idéia. Ser dedicado ao trabalho de evangelizar é estudar com freqüência e manter a consciência da relevância da tarefa, renunciando em favor do trabalho com Jesus.


APRESENTAÇÃO PESSOAL

“Por isso vos digo. Não andeis cuidadosos quanto a vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido?”                                            Mateus: 6: 25.
            “Sim, que fostes ver? Um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis.”                                                                                                                      Mateus 11: 8.

            Aprimora-te na apresentação pessoal, pois ao próprio lírio no charco Deus concedeu direito a beleza digna para a glória da Natureza; mas, quanto possas, comparece nos círculos de angústia em que mães sofredoras se agoniam entre a necessidade e o desespero, oferecendo-lhes alguma bênção de amparo, de maneira a enfeitar-lhes a face com o sorriso da esperança.
Emmanuel – Caridade / Cultura e Caridade

Uma boa apresentação pessoal faz parte de uma vida saudável e demonstra ao outo sua importância e valor. Com o intuito de exemplificarmos aos nossos evangelizandos a simplicidade pregada pelo Cristo é importante que nos apresentemos limpos, devidamente calçados e vestindo roupas adequadas.


CONHECIMENTOS ELEMENTARES DE DIDÁTICA

“Porque com grande veemência convencia os Judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo”.                                                                                                                       Atos 18: 24 a 28.

            Admitimos com a lógica que esses estudos são indispensáveis a quantos esposaram de maneira especifica o trabalho do ensino, e positivamente úteis a nós todos, os espíritos desencarnados e encarnados, entregues aos serviços de educação de nós mesmos, a fim de que possamos mais profundamente auxiliar e educar.
Bezerra de Menezes – Chico Xavier Mandato de Amor / Evangelização da Criança

Quando nos colocamos a estudar sobre um assunto, várias são as fórmulas que utilizamos para memorizar o que nos é necessário, isso é um recurso didático. Na evangelização, para fazer com que nossos evangelizandos se interessem e internalizem os ensinos evangélicos, nos é necessário conhecer qual melhor recurso didático utilizar de acordo com a idade, com o  sejam: música; histórias; jogos; gravuras entre outros; e adequá-los às características (idade, necessidade, possibilidades) de nossos evangelizandos. Com a prática e o estudo constante, isso se tornará cada vez mais fácil.


ELOCUÇÃO ADEQUADA

“Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.”                                                                                                                                                      Mateus: 12: 38


            Assim foi que, após a elocução, numerosos confrades se acercaram do prolator, solicitando-lhe a opinião fraterna e simples.
Emmanuel – 50 Anos Depois / A Pregação do Evangelho

Devemos estar atentos a tudo que falamos, seja na forma ou no conteúdo. Quando falarmos, sejamos simples nas palavras para que nos façamos entender. Gramática proferida adequadamente é sinal de empenho e estudo. A mensagem que transmitirmos deve estar de acordo com os ensinamentos evangélico-doutrinários disponíveis para estudo e reflexão. Evitemos a opinião própria sem o devido embasamento. Devemos evitar ceder ênfase a aspectos negativos da realidade que nos cerca e, principalmente, de nossos irmãos de jornada. Abasteçamos nosso coração de bondade, porque a boca fala do que está cheio o coração (Lc. 6:45).


AMOR À CRIANÇA

“E disse-lhes: Qualquer que receber este menino em meu nome, recebe-me a mim, e qualquer que me receber a mim, recebe o que me enviou; porque aquele que entre vós todos for o menor, esse mesmo é grande.”            Lucas 9: 48.

            O crime da indiferença que muitos praticam contra a criança é pior do que o suicídio.
Chico Xavier (encarnado) – O Evangelho de Chico Xavier / Amor à Criança

Um requisito essencial para o evangelizador é o amor à criança. Independente de idade, sexo, cor, raça... Esse requisito nasce do coração, da vontade de auxiliar o espírito a evoluir consciente de sua condição imortal. Na condição de criança, o espírito se encontra aberto e receptivo à aquisição de novos conceitos morais. Cabe ao evangelizador amar a criança para que o trabalho de relembrar-lhe o amor que Jesus tem por nós seja efetivo.


MODÉSTIA

“Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte”.                                                                                             João 6:15

            “Guardai-vos de  fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando pois deres esmolas, não facas tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita.”                                                Mateus: 6:1 a 3.

            É indispensável que o Espírito aprenda a ser grande nas tarefas humildes, para que saiba ser humilde nas grandes tarefas.
Emmanuel – Justiça Divina / Tarefas Humildes

Fugir dos elogios é um exercício de humildade e modéstia que nos ajuda na libertação da vaidade. Como evangelizadores, devemos ter em consciência da grandeza do trabalho que pertence a Jesus. Não esquecer que somos tão imperfeitos quanto nosso evangelizandos nos permitirá amar mais e trabalhar melhor no bem.


RESPONSABILIDADE

“Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra dum evangelista, cumpre o teu ministério.”.                                                                            II Timóteo . 4:5
            “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador e dá luz a todos que estão na casa.”                                                                                        Mateus, 5: 14 e 15.

            ...entretanto, André, quase todos nós, trabalhadores da Terra, nos demoramos séculos no serviço de iluminação íntima, porque não basta adquirir idéias e possibilidades, é preciso ser responsável...
Alexandre – Missionários da Luz (André Luiz) / Preparação de Experiências

Sejamos responsáveis com o trabalho que nos dispomos a realizar. Somos parte importante na economia divina e todas as vezes que deixamos de realizar algo que nos comprometemos a fazer, seremos responsáveis pelo bem que deixamos de praticar. Compromisso com a seara do Mestre nos ajuda a desenvolver sentimentos e habilidades importantes para nossa reforma íntima.


CRIATIVIDADE

“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar... Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego”.                                  João 9: 4 e 6.

            Toda circunstância é campo de criatividade para que se realiza o melhor.
Emmanuel – Amanhece / Iniciação Mediúnica

Saber utilizar materiais e situações possíveis para facilitar o entendimento do tema proposto. Utilizar situações de vida diária para exemplificar uma ação benéfica evitando ênfase em fatos negativos. Nas aulas de evangelização, muitos são os assuntos paralelos, há que se ter criatividade para convertê-los em exemplos de bem fazer.


MORAL

“Pois zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens”
(II Cor. 8:21)

            A fortaleza moral não é produto de rogos alheios. Provém do nosso esforço na resistência para o bem.
André Luiz – Agenda Cristã / Problemas Pessoais

Para sermos exemplos para os evangelizandos, devemos buscar o caminho do bem, mesmo sabendo de nossas imperfeições e dificuldades. Importa continuar caminhando, aprimorando nossas ações e pensamentos na realização do trabalho no bem. Nossa moral com Cristo se revela nas mínimas atitudes em nosso dia-a-dia e devemos nos esforçar para colocar em prática todos os ensinos que já aprendemos e nos propomos a divulgar.


JUSTIÇA
            Lição que toda pessoa
            Aprende com muito custo:
            Antes de ser generoso
            É necessário ser justo.
Cornélio Pires – O Espírito de Cornélio Pires / A Tagarela

            A cada um segundo as suas obras e necessidades. Nem disciplina que cerceia o amor, nem conivência que estimule o descompromisso. É preciso avaliar a situação em que nos encontramos e a posição do outro diante de nós. Acreditar na intuição é sempre um caminho favorável.


Apostila da FEB – Dicas Pedagógicas



1   Faça sempre seu plano de aula. Ele será seu roteiro e guia.

2   Conheça os seus alunos. Enfim, a aula é para eles e deve agradá-los.

3.  Escolha o tema da aula. Consulte o Currículo da Evangelização Infanto-Juvenil para organizar os conteúdos, ele tem um programa completo para cada idade.

4  Procure observar a seqüência lógica dos assuntos. A aprendizagem precisa de ordenação. Um assunto deve ser pré-requisito para outro que o complementa.

5. Determine os objetivos da sua aula e lembre-se: eles são direcionados ao aluno.

6. Você não pode trabalhar em uma aula todos os aspectos de um assunto. Delimite o conteúdo. Pense sobre o que seus alunos já conhecem e o que precisam conhecer.

7. Questione: o que meu aluno precisa aprender? A resposta será o conteúdo da aula.

8  Estude muito bem o conteúdo estabelecido. Pesquise, consulte a bibliografia. Enriqueça sua aula.

9. Lembre-se: a Evangelização é Espírita. Requer conteúdos da Doutrina Espírita em seu tríplice aspecto.

10.  Relacione os conteúdos com a vivência dos alunos. Vincule a Doutrina Espírita às suas experiências concretas.

11. Escolha as atividades da aula pensando no conteúdo e no que espera que os alunos aprendam.

12. As atividades da aula é que concretizam o aprendizado, elas devem estar de acordo com os interesses, idade, características e possibilidades dos evangelizandos.

13.Faça sempre uma atividade inicial. Ela despertará o aluno para a aula.

14 Não seja repetitivo. Varie a atividade inicial. Os alunos precisam ser incentivados de maneiras diferentes.

15 Faça atividades grupais. Socializar e integrar os evangelizandos também são objetivos da aula.

16 Se possível, trabalhe com pequenos grupos. As discussões neles são mais produtivas.

17. As atividades individuais têm momento apropriado. Escolha uma que atenda aos objetivos da aula.

18. Escolha as técnicas de ensino considerando: o nível do grupo, os objetivos propostos, o tempo disponível e o tipo de conteúdo a ser trabalhado.

19 Varie as atividades das aulas. Ninguém gosta de aulas monótonas e repetitivas.

20  Enriqueça sua aula, use estímulos visuais. Um bom recurso visual torna o assunto mais concreto.

21 Seja cuidadoso. Elabore seus recursos didáticos com capricho e beleza.

22 Seja crítico. Estabeleça ferramentas de avaliação da aula. Use técnicas diversificadas.

23.    Pergunte-se sempre: a aula foi adequada aos meus alunos? A resposta será a avaliação dos conteúdos e atividades.

24. Fique atento ao desempenho dos alunos. Suas reações são o termômetro da aula.

25. Uma aula é um conjunto de atividades.  Faça a integração entre as partes.

26. Não deixe a aula sem conclusão. Faça um resumo dos pontos principais. Transforme os objetivos em perguntas. Certifique-se de que houve aprendizado.

27.Deixe claro para os alunos qual o assunto de estudo do dia. Eles precisam se preparar mentalmente para a aula.

28.  Não fale para as paredes. Mantenha a ordem e a disciplina.

29.  Mantenha-se no comando. Você é o líder e o responsável pelo clima da sala.

30   Desenvolva a habilidade de variar os estímulos. A atenção dos evangelizandos se mantém por mais tempo quando ocorrem mudanças de estímulo.

31. Evangelizador, sua presença é muito importante na sala de aula. Use seu comportamento para variar a situação de estímulo, movimentando-se, mudando o tom de voz, gesticulando, interagindo com os alunos...

32  Melhore a qualidade do ensino desenvolvendo a habilidade de ilustrar sua aula com exemplos. Os exemplos certos ajudam a tornar mais claros e significativos conceitos e idéias.
33  Ajude seus alunos a pensar de maneira reflexiva. Aprenda a fazer perguntas inteligentes cujas respostas necessitem de elaboração.

34.Seja pontual. Chegue à sala com tempo para preparar seus materiais didáticos e aguardar a chegada dos alunos. Eles merecem seu carinho e atenção e você exercita a disciplina interior.

35.Evangelizador, você é um voluntario. Mas a evangelização conta com você. Assuma esse compromisso. Abrace essa idéia.

“O êxito do trabalho repousa em seus próprios objetivos, na dedicação do evangelizador e no preparo e reciclagem constante a que esse evangelizador se submete, na busca do aprimoramento espiritual e das condições pedagógicas para o desempenho da sua tarefa.” (Cecília Rocha)


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O EVANGELIZANDO




O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos.
      Até aos sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isso, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e a estabelecer novo caminho, na consolidação dos princípios de responsabilidade, se encontrar nos pais legítimos representantes do colégio familiar.
      Eis por que o lar é tão importante para a edificação do homem, e por que tão profunda é a missão da mulher perante as leis divinas.
    Passada a época infantil, credora de toda vigilância e carinho por parte das energias paternais, os processos de educação moral, que formam o caráter, tornam-se mais difíceis com a integração do Espírito em seu mundo orgânico material, e, atingida a maioridade, se a educação não se houver feito no lar, então, só o processo violento das provas rudes, no mundo, pode renovar o pensamento e a concepção das criaturas, porquanto a alma reencarnada terá retomado todo o seu patrimônio nocivo do pretérito e reincidirá nas mesmas quedas, se lhe faltou a Luz interior dos sagrados princípios educativos.

 Emmanuel
 Francisco Cândido Xavier -  O Consolador, pergunta 109; FEB.
 
 O Evangelizando [...] é um ser espiritual, criado por Deus, ora vivendo no plano do Espírito, ora respirando num corpo material. Suas tendências e inclinações procedem dele próprio e constituem conquistas acumuladas ao longo de sua caminhada evolutiva. Seu destino é toda a perfeição de que é suscetível e, para isso, conta com o tempo necessário, pois que seu esforço de aperfeiçoamento não se circunscreve apenas a uma existência terrena. No corpo e fora dele, dá continuidade ao seu aperfeiçoamento e à sua caminhada na conquista da felicidade.

Cecília Rocha
Pelos Caminhos da Evangelização. FEB

Adolescência e vida

    “O [...] estado de infância e de juventude são relevantes para o Espírito em crescimento, razão pela qual, dentre os animais, o ser humano é o que tem mais demorado, quando se lhes fixam os caracteres, os hábitos e se delineiam as possibilidades de enriquecimento para o futuro.
    O ser humano é essencialmente resultado da educação, carregando os fatores genéticos que o compõem como consequência das experiências anteriores, em reencarnações transatas. Modelá-lo sempre, tendo em vista um padrão de equilíbrio e de valor elevado, faculta-lhe o desenvolvimento dos valores que lhe dormem latentes e se ampliam possibilitando a conquista da meta a que se destina, que é a perfeição.
    A criança e o adolescente, no entanto, que se apresentam ingênuos, puros na acepção de desconhecimento dos erros, nem sempre o são em profundidade, porquanto o Espírito que neles habita é viajor de longas jornadas, em sucessivas experiências, nas quais nem sempre se desincumbiu com valor que seria esperado, contraindo débitos que devem ser ressarcidos na atual existência. Em razão disso, torna-se necessária e indispensável a educação no seu sentido mais amplo e profundo, de maneira que lhes sejam lícitos a libertação dos vícios anteriores e a aquisição de novos valores que os contrabalancem, superando-os.

Joanna de Ângelis
Adolescência e Vida. Divaldo P Franco; LEAL