terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O EVANGELIZADOR




Como facilitador do conhecimento espírita, oferecido pelo Centro Espírita às novas gerações, o evangelizador deverá reunir determinadas características que favoreçam seu papel de intermediador entre o conhecimento inato do evangelizando e o conhecimento adquirido, de maneira sistematizada, na Doutrina.

Assim, é importante que:

conheça os conteúdos doutrinários;

seja um referencial de comportamento ético, à luz dos ensinamentos de Jesus;
esteja convencido de que a Evangelização Espírita irá contribuir para a transformação moral da Humanidade;
tenha entusiasmo pela tarefa;
seja flexível e receptivo à aquisição de novos conhecimentos ;
tenha uma visão integrada do Currículo da Evangelização e de sua inserção no Movimento Espírita;
saiba escolher metodologias que possibilitem ao evangelizando construir, elaborar e expressar seu conhecimento;
tenha sensibilidade para se avaliar, considerando seu papel de mediador entre o conhecimento, o aluno e sua realidade.

Objetivos

a) Promover a integração do evangelizando:

consigo mesmo;
com o próximo;
com Deus.

b) Proporcionar ao evangelizando o estudo:

da lei natural que rege o Universo;
da natureza, origem e destino dos Espíritos bem como de suas relações com o mundo corporal.
c) Oferecer ao evangelizando a oportunidade de perceber- se como homem integral, crítico, consciente, participativo, herdeiro de si mesmo, cidadão do Universo, agente de transformação de seu meio, rumo a toda perfeição de que é suscetível.

Educar, pois, dentro da concepção Espírita é não só oferecer os conhecimentos do Espiritismo como também envolver o educando numa atmosfera de responsabilidade, de respeito à vida, de fé em Deus, de consideração e amor aos semelhantes, de valorização das oportunidades recebidas, de trabalho construtivo e de integração consigo mesmo, com o próximo e com Deus. (O Que é Evangelização? Fundamentos da Evangelização Espírita da Infância e da Juventude, FEB, 1987).

Fonte: Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infanto- Juvenil

Meditando sobre a tarefa de evangelizar

A tarefa de evangelizar, no fundo, consiste num diálogo entre o evangelizador e a criança, que se estabelece a partir do desejo do primeiro, de colaborar com o companheiro na fase infantil, na busca do conhecimento e da vivência do bem e, do segundo, da necessidade de imprimir novos rumos aos seus passos, na existência terrena.

Convergindo esses interesses para uma mesma finalidade, resultam daí mudanças significativas na conduta de cada um em virtude da chama vibrante, que aquece os sentimentos daqueles nela envolvidos.

Essa chama, que pode ser denominada de amor, não conhece obstáculos intransponíveis e leva no seu bojo a força capaz de transformar os indivíduos, e, em consequência, a sociedade. (Livro: Pelos Caminhos da Evangelização, pag.34)

A tarefa de evangelizar

A tarefa de evangelizar, no fundo, consiste num diálogo entre o evangelizador e a criança, que se estabelece a partir do desejo do primeiro, de colaborar com o companheiro na fase infantil, na busca do conhecimento e da vivência do bem e, do segundo, da necessidade de imprimir novos rumos aos seus passos, na existência terrena.

Convergindo esses interesses para uma mesma finalidade, resultam daí mudanças significativas na conduta de cada um em virtude da chama vibrante, que aquece os sentimentos daqueles nela envolvidos.

Essa chama, que pode ser denominada de amor, não conhece obstáculos intransponíveis e leva no seu bojo a força capaz de transformar os indivíduos, e, em conseqüência, a sociedade. (Cecília Rocha - Livro: Pelos Caminhos da Evangelização, pag.34- FEB)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A ESCOLINHA DE EVANGELIZAÇÃO



Casa 1- Bons Tarde, amiguinhos! Tudo bem?
Casa 1 – Sabe quem eu sou?
Casa 1 –Sou uma Escolinha de Evangelização. Parecida com essa escolinha que vocês costumam freqüentar. Existem muitas escolinhas como eu espalhada pelo mundo.

Casa 1 – Vocês gostam daqui?

Casa 1 – Nós gostamos de tê-los aqui também.

(Entra a outra casinha)

Casa 1 –Olá amiguinha, tudo bem?
Casa 2 – Eu estou desanimada....
Casa 1 –O que houve?
Casa 2 –Quando fui construída,cada tijolinho que ganhava era uma alegria nova. Fui crescendo... Crescendo, até que fiquei pronta! Quando o primeiro dia de aula teve músicas, teatrinho, oração, brincadeiras e muito mais. Igual ao que vocês estão tendo hoje no retorno à Evangelização.

Casa 1 – Vocês ficaram com saudades?

Casa 2 – Nós também ficamos com saudades de vocês! Principalmente os evangelizadores.

Casa 1 –São eles que, nos ensinam tudinho que o nosso amado Jesus deixou para o mundo.

Casa 1 – Vocês sabem, quem é Jesus?

Casa 2 – Ele é nosso Irmão, Filho de Deus,como nós. Só que Ele é espírito perfeito e nós ainda não somos. Mas seremos um dia. É só seguir seu exemplo.

Casa 1 – Mas porque você está desanimada?
Casa 2 – Porque eu também no primeiro dia de aula fiquei lindona! Fiquei cheia de gente!Mas tive uma surpresa. Com o passar das semanas a criançada foi sumindo. Teve um dia chuvoso que nenhum amiguinho pareceu. Eu até chorei!!!

Casa 1 – Não fique assim. Jesus não irá nos desamparar. Vamos esperar confiantes que nossos amiguinhos voltem.
Casa 2 - Vamos pedir aos evangelizadores que procurem as crianças e peçam para que voltem.

(Saem às casinhas e entra a evangelizadora e as crianças)

Evangelizadora- Olá amiguinhos, porque vocês não têm comparecido as aulinhas de Evangelização?

Joãozinho- Estava chovendo muito

Evangelizadora – E você Mariazinha?

Mariazinha- Eu estava cansada.

Evangelizadora- E você Pedrinho?

Pedrinho- Eu viajei.

Evangelizadora- Tudo tem sido motivo para faltar. Só que na escola que ensina a ler, escrever e fazer continhas, ninguém falta.

Joãozinho- Mas vocês não dão diploma, nem fazem formatura.
Casa 1 – Vocês esquecem que comigo as pessoas aprendem a viver da maneira certa, por isso é que sou muito importante!

Mariazinha- Mas nós não queremos voltar,até logo!!!!
(Saem todos- As crianças entram entristecidas - em seguida entram a casinha 2 e a evangelizadora.)

Evangelizadora- Olá amiguinhos, tudo bem?
Joãozinho - Que nada estamos cheios de problemas.
Mariazinha – Eu não me entendo com meus pais.
Pedrinho – Eu fiquei muito zangado com um amiguinho meu.
Mariazinha – Eu quero uma boneca nova, mas é muito cara e eu não sei se devo pedir a meus pais. Eles teriam que trabalhar muito, para comprá-la, só para me ver feliz.
Pedrinho – Eu estou com dúvidas. O jovem da loja deu-me dinheiro a mais na hora do troco, e eu não sei se devo devolver.
Joãozinho- Estamos pensando em voltar para a Escolinha de Evangelização. Lá aprendemos a viver melhor e a encontrar solução para nossas dúvidas.

Crianças – PODEMOS VOLTAR?

Evangelizadora – Claro. Todos ficaremos mais felizes!

Crianças – NÃO VAMOS MAIS FALTAR E ESTAMOS DISPOSTOS AAPRENDER E A SERVIR
Casas 2 – Lembrem-se sempre de que a sua vida será muito melhor depois que aprenderem e praticarem as lições que Jesus deixou e que as tias ensinam a vocês.
FIM

(UM EVANGELIZADOR DÁ AS BOAS VINDAS E INCENTIVA AS CRIANÇAS A NÃO FALTAREM AS AULAS E A PRESTAREM BASTANTE ATENÇÃO. LEMBRANDO QUE ELAS PODERÃOCONTAR COM A PRESENÇA, O CARINHO E O AMOR DOS EVANGELIZADORES SEMPRE QUE PRECISAREM.)

Adaptação do livro- Histórias de Ana Lúcia-Ana Lúcia de Oliveira Gobbi.
Grupo Espírita Joana D’arc

O JARDIM DAS VIRTUDES



Adaptação do livro: “O Jardim das Virtudes” de Benedita Fernandes e Luis Antônio Ferraz
Ilustrações:Semíramis Paterno

Narrador:O pequenino Rafael estava surpreso e sentia-se muito feliz (entra o Rafael andando e admirando o cenário).

Narrador:Olhava a sua volta,encantado!... Que lugar lindo! Tudo era harmonia no caminho onde passava! Árvores frondosas e a grama macia e verde davam ao lugar uma aparência muito bonita.
Os passarinhos cantavam alegremente!(por som de pássaros obtidos com apitos previamente selecionados). (por passarinhos e borboletas no cenário). E as borboletas voavam enfeitando a paisagem.
Onde estaria Rafael? Que lugar seria aquele? Enquanto pensava, ouviu uma voz...

Amigo:Rafael seja bem vindo. Venha Rafael!...

Rafael:Olá!!! Masquem é você?

Amigo: Rafael sou seu amigo...

Rafael: Que lugar é este?

Amigo: Aqui é a Terra dos Sentimentos. Vamos visitar o Jardim das Virtudes.
Narrador: Quando Rafael e o amigo entraram no Jardim das Virtudes as flores começaram a cantar uma linda canção. Ouçam...

“Nós somos as florzinhas de um jardim cheio de luz,aTerra é o canteiro o jardineiro é Jesus...”

Narrador:Rafael sorria alegremente poi sachara linda a música que acabara de ouvir, Rafael vê muito curioso um grupo de folhagens verdes... que possuíam nomes diferentes que Rafael não conseguia entender. Uma é PACIÊNCIA, outra é GRATIDÃO mais outra HUMILDADE... Porque elas teriam esses nomes? Vamos ouvir o que elas nos têm a dizer?

Perante as provas da vida
Maior que toda ciência
O que nos guarda e conforta
É a lição da paciência.

GRATIDÃO
Nosso nome é GRATIDÃO
Que ao Pai sempre agradece
O nosso lar a reencarnação
A glória e bênção de nossas vidas.
O meu coração que te guarda
Esquece o male a reclamação
Perdoa a todos e ajuda ao irmão
Levando à evolução.

Crianças do grupo HUMILDADE
Rafael,querido amigo,
Somos as flores da HUMILDADE
As divinas mensageiras
Desta sublime verdade

Tudo que temos e somos
Desde o nosso nascimento
São bênçãos do Criador
Para o nosso crescimento.

Narrador: Que surpresa mais uma vez elas cantaram!
Rafael continua o seu passeio e agora vê um pequeno grupo de flores amarelinhas e para admirado diante delas quando elas percebendo a sua presença cantam...

FRATERNIDADE

Fraternidade palavra tão bonita!
Fraternidade é mudar o coração
Fraternidade que o mundo necessita.
É ser irmão do seu irmão.
Tudo e todos pela vida
Sem ter mais gente excluída
No banquete que nos dá Jesus
Caminho e Verdade, vida e luz!

Narrador:Sim,são flores da fraternidade. Rafael então entendeu que a fraternidade era irmã da caridade e do perdão.
E continuando a observar a sua volta Rafael descobre agora pequeninas flores azuis.Ele fica encantado e cada vez mais feliz, pensa:
Rafael: Como será que chamam estas lindas flores azuis?
Narrador: E as flores responderam:
Disciplina e Alegria
Música
Vivemos sempre sorrindo
Estamos sempre contentes
Espalhamos felicidade
Onde estamos presentes
Paz e ordem inspiramos
Nas bênçãos de cada dia
Vocês sabem quem nós somos?
DISCIPLINA E ALEGRIA.
Narrador:Tratam-se das flores da DISCIPLINA E ALEGRIA.
Caminhando um pouco mais encontrou as flores brancas que também tinham alguma coisa para lhe falar, vamos ouvir?

Paz-música Missão do Brasil.

Sonho tão bonito
Onde todos são amigos
Paz Universal onde não haja excluído
Paz que faz que ame o meu irmão
Nos faz cristãos nos une as mãos
Paz e alegria amor e harmonia
São coisas que trago nesta encarnação
E que farão amar o meu irmão
Que a paz nasça em mim
Que ela nasça em ti
Nasça entre os povos
Plantemos então a grande missão do Brasil na Evangelização.

Narrador: Rafael não sabia que o Brasil tinha uma missão tão importante!

Amigo:Rafael você se lembra da Parábola do Semeador,que Jesus contou?

Rafael: Claro que sim, as sementes da parábola são os ensinamentos de Jesus.

Amigo: A terra fértil representa o nosso coração.

Narrador: Rafael entendeu que fazendo o que Jesus nos ensinou transformaremos nosso coração em um JARDIM DE VIRTUDES.

Narrador: Rafael está deslumbrado e pergunta ao amigo

Rafael: Que lugar é este amigo? Onde fica este jardim aonde estamos?

Amigo:Rafael,esse lugar fica pertinho... esse jardim está em seu próprio coração...

Narrador: Rafael entende agora que para atingir o AMOR é preciso andar um longo caminho,que nem sempre é de flores,mas se usarmos o caminho das virtudes é certo que alcançaremos o amor, pois ele resume toda a doutrina de Jesus. A vivência do amor é a ação modificadora do ser espiritual que existe em nós, capaz de evangelizar toda a Terra.
Tem o Brasil grande tarefa neste sentido. ISMAEL, CONFIA EM NÓS E JESUS NOS AGUARDA...


TEATRO REALIZADO NA COMEERJ 2001 POLO 1 BETÂNIA- EQUIPE DE PEQUENOS COMPANHEIROS – TEMA- EVANGELIZAR É MISSÃO DO BRASIL
ADAPTADO DO LIVRO - JARDIM DAS VIRTUDES - BENEDITA FERNANDES, LUIS ANTONIO FERRAZ

TEATRO - O SOLZINHO BONIFÁCIO



NARRADOR :Solzinho Bonifácio acabara de nascer num Universo... Estendeu seus raiozinhos até onde pôde
Se espreguiçou...
Se espreguiçou...
Depois, fechou-se todinho.
Estava gostoso e quentinho dentro dele.
E ele não queria ter de dividir com coisa alguma, nem com ninguém mesmo.
Os satélites, os Cometas e os outros Corpos Celestes que o Pai do Céu havia enviado para formar com ele novo sistema solar, ficaram logo tristes!

LUA: Nossa! Que solzinho mais egoísta!

COMETA: E agora? Que haveremos de fazer?

LUA:Vamos marcar uma reunião nas “Pequenas Nuvens BZ12”.

NARRADOR: Mas, o Solzinho não compareceu.
E...A cada dia...,
Acordava menos disposto a colaborar.
Ora...
Cada um que cuidasse de si.
Porque,ainda tão novinho era já obrigado a se doar?
O Universo era tão bonito!...
Queria primeiro conhecê-lo!...
Um, emissário do Senhor depois de ouvir todas as queixas com bastante atenção, falou bem assim:

EMISSÁRIO: “Cada ser vivo, cada corpo celeste, cada criação do Pai do céu, tem de aprender a viver ajudando uns aos outros no Universo!”.
Desde os seres inferiores da criação até o homem e as estrelas!
E mais ainda:
‘Esta é a ordem máxima!
Portanto, matriculem o Solzinho já numa Escola de Sóis!”

NARRADOR: E lá se foi Solzinho Bonifácio a Escola BSO (dos objetos estelares)
De mochila nova e tudo.
Nela, carregava raiozinhos,para aprender, no recreio, a enviá-los com toda a força.
Lá, ele aprendeu estas coisas muito antigas:
Deus existe
É A CAUSA PRIMÁRIA DE TODAS AS COISAS
É A INTELIGÊNCIA SUPREMA TAMBÉM.
E FORA Ele,quem o havia criado com uma destinação.
E então o Solzinho resolveu fazer uma viagem pela sua Galáxia para conhecer os outros Sóis.
Já aprontara as malas até quando uns satélites se aproximaram dele.
E Reidi, o mais novinho satélite do seu sistema solar falou bem assim:

REIDI: “Solzinho Bonifácio, você é uma Estrela e, como todos os demais corpos celestes, atrai outros corpos para junto de si”.

LUA MARILI: “Eu soube que existem buracos negros por aí!...”.
E se todos cairmos num deles?
Vamos De-sa-pa-re-cer?!

NARRADOR: Solzinho Bonifácio tomou um susto!
E agora!
Quando ouviu uma voz bem longe.
Era uma estrelinha chamada Mari-inha, que gritava para ele assim:

MARI-INHA: “Solzinho Bonifácio, eu acho que nunca devemos tomar nenhuma atitude precipitada,só para satisfazer nossos caprichos! Eu também queria brilhar na Via-Láctea! Mas, se Deus me criou aqui é porque tem um plano para mim”.
Não é mesmo?
Tenho mais é que obedecer!..”

NARRADOR: Não demorou muito e duas estrelinhas que acabavam de nascer enviaram suas opiniões.

DUAS ESTRELINHAS: Pense em nós Bonifácio.
Afinal,formamos ou não uma grande família?
Você não pode desarrumar nossa casa, nosso “Céu Quase Azul”, certo?

NARRADOR: Solzinho Bonifácio olhava para um lado meio perdidão.Que decisão tomar? (É muito importante entender os outros,aceitá-los como verdadeiramente são, não é verdade?)
Foi só aí, então,que chegou a vez do cometa Marins,que levou este nome por causa de quem o descobriu, anunciar com sua voz de trovão:

COMETA: “Se você sair de sua órbita, como eu vou aparecer de 100 em 100 anos,Solzinho?”.
Como vai ser minha rota?
Vou ficar perdido,Bonifácio.
Vou ficar perdido neste imenso Universo.”
E começou a chorar...
Chorar...chorar...

NARRADOR: E quanto mais chorava,mais aumentava a claridade de sua enorme cauda gasosa de luz.
Iluminou,intensamente,cada cantinho da galáxia, “Céu quase azul”.
Foi só aí que o Solzinho Bonifácio se olhou
E se enxergou como se estivesse frente a um grande espelho
Também... Com aquela estranha luminosidade.

SOL: Nossa!
Não é que sou uma enorme fornalha?
O maior astro do meu sistema solar.
Giro em torno de mim mesmo,ao mesmo tempo em que caminho pelo espaço.
Estavam certos.Eu nasci para dar vida e aquecer.
É mesmo, tudo está interligado na obra do Pai.
Só uma inteligência infinita poderia ter criado tudo tão perfeito.
Sim, Deus existe.

NARRADOR: Ele comprovara em si mesmo.
E aí foi dar sua primeira voltinha. Esquentou, o mais que pôde,a sua fornalha interna e anunciou em voz bem alta na “Galáxia Céu Quase Azul”.

SOL: OM!OM!
“Todos atentos!”.
Vou começar a girar, da direita para a esquerda, em volta de mim mesmo,
E caminhar toda a minha rota...
Sigam-me Planetinhas e Planetóides
Aqueçam-se de vez!
Quero VIDA, MUITA VIDA em todos vocês!
Vamos decolar agora!
Afinal...
Esta é a nossa primeira voltinha!
E ainda teremos muitas, muitas voltinhas pela frente...
Por muitas e muitas eras...
Para atravessar nossa órbita deste imenso Universo de Deus.

MÚSICA

TELESCÓPIO
Tia Vilma
Depois que o homem
Inventou o telescópio
Até parece que o Universo cresceu
E onde pensava, não haver mais nada
Milhões de sóis
E outras galáxias percebeu
São,são as muitas moradas
As muitas moradas da casa do Pai
Por muitos destes mundos
O espírito passa
E evoluindo ele vai, vai...

Adaptação do Livro-Solzinho Bonifácio de Cléo de Albuquerque Mello

O JARDIM DA AMIZADE




Personagens: Giraflor, o Girassol; Vagarosa, a lagartinha; Abelia, a abelhinha; Sol, Lua, Estrelas, Chuva, Arco-íris.
(Inicia-se com o cenário de uma noite)

Estrelinha 1: (bocejando) – Ah! Que sono! Acho que já está na hora do dia amanhecer...
Estrelinha 2: (bocejando) – Também acho... estou com muito sono também!... Gosto tanto de brincar... mas dormir também é bom... Dona Lua, já é hora de irmos dormir?
Lua: - Sim, crianças, vamos todos dormir... O Sol já vem aí e nós temos que descansar um pouco... Vamos, vamos...
(saem a Lua e as Estrelas. Entra o Sol.)
Sol: - Puxa! Que dia feliz! Tenho mais um dia para trabalhar, para servir, dar luz e calor! Que bom! (vê uma plantinha) Oh! Que bonita! Nasceu mais uma plantinha.... que florzinha será esta? Ah!... é um girassol... que bonito! Agora este jardim ficará ainda mais perfumado e bonito!
Giraflor: - Bom dia, Sol! Sou Giraflor e acabo de nascer! Acho o mundo tão bonito, tão brilhante... Estou muito contente de Ter nascido... Mas estou sentindo-me um pouco só aqui... Será que você poderia fazer-me o favor de arranjar uns amigos para mim?
Sol: - Isto, Giraflor, eu não posso fazer, porque amigos ninguém pode arranjar para ninguém. Amigos, a gente conquista.
Giraflor: Como assim?
Sol: - Um amigo, é o maior tesouro que se pode Ter. A pessoa só é rica quando tem bons amigos! E amigos a gente tem que merecê-los...
Giraflor: - E como vou fazer para conquistar amigos?
Sol: - Giraflor, com o tempo você verá. Por enquanto, sou candidato a ser seu amigo... Até logo.
Giraflor: - Você já vai? Fique comigo...
Sol: - Giraflor... Esta é a primeira lição... Se eu ficar todo o tempo com você, como cuidarei e minhas obrigações? Além disso, eu queimaria as suas pétalas com o meu calor... Nunca exija que seus amigos fiquem sempre com você, senão você será exigente, cansativa... Deixe que eles venham quando quiserem, quando puderem e quando desejarem a sua presença...
Giraflor: - Está bem... Volte quando puder, sim?
Sol: - Eu voltarei, não se preocupe.
(o Sol sai de cena, e entra a lagartinha)
Giraflor: - Bom dia, lagartinha Vagarosa.
Vagarosa: - Bom dia! Quem é você.
Giraflor: - Sou um Girassol que acaba de nascer!... Você quer ser minha amiga?
Vagarosa: - Claro que sim. Posso comer um pouquinho de suas folhas?
Giraflor: (horrorizada) – Comer minha folha ? Claro que não, sua gulosa. É assim que você quer ser minha amiga, me destruindo?... Vá-se embora daqui, sua feiosa! Não deixo não!
Vagarosa: (desapontada) – Mas eu não ia comer tudo... só um pouquinho, porque estou com muita fome... Como você quer amigos se não está disposta a dar nada?... Até logo... (sai andando devagar).

(Abelia entra voando, cantando:
Zum... zum...zum...
Sou Abelita e sei voar...
Zum...zum...zum...
Mel, melito faço assim...assim...assim...
Assim, com muito néctar.
Assim com muito amor... )

Abelia: - Mas que linda florzinha! Bom dia! Como se chama?
Girassol: - Bom dia! Eu me chamo Giraflor e acabo de nascer. Você quer ser minha amiga?
Abelia: - Claro que sim! Sou amiga de todas as flores! Todas me recebem com alegria e me dão o seu mel... Posso tirar um pouquinho do seu néctar para fazer o mel.
Giraflor: - Você também quer me roubar? Tirar o meu néctar! Vagarosa queria as minhas folhas e você o meu pólen. Com que eu ficarei?
Abelia: - Nunca perdemos o que damos. O néctar que você me desse iria multiplicar-se em alimento para muitos e você fabricaria mais... Pode deixar... Vou procurar outra flor que tenha mais boa vontade. Até logo! (ssi)
(Volta o Sol)
Sol: - Olá, minha amiguinha! Por que está tão triste?
Giraflor: - Ah! Sol! Aqui todo mundo é engraçado! Cada um quer tirar uma parte da gente! Com que ficarei?
Sol: - Mas esta é uma das maneiras de seu amigo: dar de nós mesmo em benefícios de todos. Nunca ninguém perdeu nada por ser generoso. Como você quer amigos se não está disposta a sacrificar-se?
Giraflor: - Mas ser amigo é muito difícil...
Sol: - só no princípio. Depois você se acostuma e vê que a alegria de Ter amigos, compensa qualquer sacrifício... Lá vem Dona Chuva e eu preciso me esconder...
(o Sol sai e entra a Chuva)
Chuva: - Olá! Como vai você?
Giraflor: - Vou bem. Obrigada pelo banho... Eu estava com calor...
Chuva: - De nada, ora, esta é a minha missão: molhar, molhar, molhar, deixar a terra muito úmida para a vida poder nascer...
Giraflor: - E este trabalho não é cansativo?
Chuva: - Um pouco, mas vale à pena, porque neste trabalho faço muitos amigos pelo caminho...
Giraflor: - Eu também estou querendo amigos, mas não sei como agir... Só estou fazendo coisas erradas, magoando meus amigos... Dona Chuva, por favor, o que é ser amigo de verdade?
Chuva: - Bem... Ser amigo... Ser amigo é... Vamos ver... É... Bom... Acho melhor lhe dizer assim:
Ser amigo é amar
É saber compreender
É plantar uma flor
Para vê-la crescer... Crescer...
E ser feliz...
Um amigo assim
Eu sempre procurei
Em meio a tanta gente,
Agora encontrei por que
Achei você...
(Enquanto a Chuva declama, todos se aproximam. Por último o Sol com o Arco-Íris. Girassol fica encantado com o Arco-Íris )
Girassol: - Que lindo! Quem é você?
Arco-Íris: Sou o Arco-Íris. Apareço todas as vezes em que o Sol e a Chuva aparecem juntos, de manhã ou à tarde, de preferência... Sou fruto de uma amizade rara...
Giraflor: - Sou ainda pequeno, mas já aprendi muito sobre a amizade. Querem ver? Em um dia aprendi que:
Um amigo não exige nada
Mas está pronto a dar de si
Se for preciso
Um amigo não esconde nada
E sabe fazer para seus amigos
Um paraíso!

Todos: “Somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai.”

TEATRO - A UNIÃO FAZ A FORÇA




CENÁRIO: FLORESTA

NARRADOR: Era uma vez um elefante chamado Tonho (Entra o Tonho). Ele era grande e tinha uma tromba que servia e canudinho para beber água e de chuveiro para tomar banho. Que feliz era o Tonho com uma tromba tão útil... Que elefante gordo! Ouçam só o barulho que ele faz quando anda: Tronc... Tronc... Tronc...

TONHO: Uaaa... Hoje levantei mais cedo do que nunca. Estou morrendo de fome. Vou comer bastante e depois dar a minha voltinha de sempre... Hum... Que folhinha gostosa... Eis, aquele matinho lá adiante parece estar delicioso... Vou até lá pegá-lo... (atravessa o cenário) Tronc... Tronc... Tronc... Nhoc... Que lindo dia (prende o pé na corrente) Aaaaaiiii Que houve, estou até tonto... Prendi meu delicado pezinho nessa horrível corrente. Como vou fazer? O jeito é gritar... Socorro, socorro! Quem vem me ajudar? Estou preso na corrente, não posso andar... (entra o coelho cantando, dá uma volta no cenário, e para diante do Tonho).

COELHO: O que foi seu elefante comeu demais? Por acaso está com dor de barriga?

TONHO: Eu não estou com dor de barriga. Não tive tempo nem para comer!

COELHO: Então por que tanta gritaria? Por que você está tão triste?

TONHO: Prendi o pé na corrente. Você me ajuda?

COELHO: Claro, Tonho! Em matéria de força, falou comigo mesmo... Vou puxar com toda a força... 1... 2... (puxa com força) Uff... 1...2...3... (puxa) Uff... Nossa, Tonho, como esta corrente é forte! Puxei com toda a força! Não consegui arrebentá-la. O que vamos fazer?

TONHO: O jeito é gritar... Socorro, socorro. Quem vem me ajudar. Estou preso na corrente e não posso andar!

NARRADOR: Puxa que gritaria! Mas se não for assim, como o Tonho vai sair daí? Hei criançada, tenho uma idéia. Vamos ajudar o Tonho pedir ajuda?...(tempo para a resposta) Então vamos lá... Socorro, socorro, quem vem me ajudar. Estou preso na corrente e não posso andar (entra afobado o boi)

BOI: Um... Um... Que aconteceu, Tonho? Por que está aí parado, gritando e chorando?

TONHO: Eu estava passando, mas prendi o pé na corrente. Você tem os dentes afiados, seu boi, veja se consegue arrebentar a corrente para me soltar...

BOI: Ora, não tem problema. É pra já. Vou dar umas mordidas bem fortes e pronto. Você está livre num momento. (o boi puxa e morde a corrente na boca várias vezes). Um... Um... Asssiiiii...

TONHO: Socorro, socorro, quem vem nos ajudar? O boizinho se machucou tentando me soltar!

COELHO: O que aconteceu, seu boi?

BOI: Aí... Aí... Ih! Compadre quebrei um dente e não consegui.

COELHO: Ih, ou ter que fazer um bom curativo. Vamos até minha casa. Tonho voltamos já. Vá tentando se soltar. (saem o boi e o coelho).

GATO: Qual é o problema. Será que essa gritaria vai continuar muito tempo?

TONHO: É essa corrente, seu gato. Que é que eu faço? (gritando). Socorro, socorro, quem vem me ajudar.

GATO: Espere aí Tonho. Deixa comigo. Tenho unhas afiadas. Vou unhar até a corrente ficar fininha, bem fininha, aí então será fácil de quebrar. Rap... Rap... Rap... É ela é bem dura, não, Tonho?

TONHO (murmurando) Já estou vendo tudo... Não me solto mais. Socorro, socorro...

GATO: Espere aí, vou tentar novamente. Rap... Rap... Rap... É Tonho, não dá mesmo. Gastei todas as minhas unhas e não consegui. Terei que ir até a manicure para cuidar delas... Tonho, que corrente forte está prendendo você!

TONHO: Socorro, socorro, quem vem me ajudar estou preso na corrente e começo a me preocupar.

PATO: - Quem, quem, quem.

TONHO: Hei, é o patinho... O patinho feio.

PATO: Eu sou o patinho sim, mas não sou o patinho feio!

TONHO: E você sabe puxar forte?

PATO: Claro, quem não sabe? Se o problema é esta corrente, vou puxar até arrebentar... (puxa, puxa, puxa)

TONHO: Não arrebentou. Socorro, socorro, quem vem me ajudar, estou preso na corrente e não posso andar!...

RATO: Ah! Ah! Ah! (rindo)

TONHO: Quem está rindo?!

RATO: Sou eu mesmo, o ratinho. Assim você não consegue nada, Tonho. Eu sei um jeito de arrebentar a corrente.

GATO E PATO: Sabe?

RATO: Claro que sei, sou muito inteligente.

PATO: Pois eu quero ver!

RATO: É só pegar essa pedra que é muito dura e bater com força em cima da corrente. Vejam... Toc... Toc... Toc... Chiii. A pedra rachou... Preciso correr senão todas as pedrinhas vão machucar o Tonho (sai correndo)...

TONHO (chorando) Socorro, socorro, quem vem me ajudar. Estou preso na corrente e não posso andar!

RATO: (entra em cena novamente) Que é isto? Não precisa chorar Tonho...

TONHO: Eu prendi o meu pezinho nesta corrente, ninguém consegue me soltar. E você, ratinho, também não pode ajudar, porque é muito pequeno...

RATO: Tamanho não quer dizer nada. O negócio é usar a inteligência. É claro que eu vou conseguir. Sozinho é que eu não poderia conseguir.

TONHO: Então, como?



RATO: Vamos fazer o seguinte. Chamem todos os bichos. Precisamos deles.


GATO: Um minuto. Vou chamar o boi, o coelho, o pato. Não conta nada. Não quero perder... (entram os bichinhos).

Os bichos juntos: O que está acontecendo?

RATO; Acontece que esquecemos: A união faz a força. Eu vou contar até 3. Quando eu falar 3, nós todos puxamos a corrente juntos.(todos se colocam em fila). Atenção vai lá. É um... É dois... E lá vão três! (puxam e a corrente se solta)

Oba, oba, arrebentamos.... (o gato)

COELHO: Oba, oba, o Tonho nós soltamos.

Tonho: Muito obrigado, amigos, muito obrigado.

RATO: Já que vimos que juntos somos fortes, convido a todos para fazermos uma grande festa. Minha casa está às ordens. Vamos lá. Só que não tem cadeira pra você, Tonho.

TONHO: Não tem importância. Festa é festa. Vamos lá. (saem cantando)