quinta-feira, 26 de abril de 2012

COMO CATIVAR EM FAMÍLIA?


Os familiares junto com as crianças irão responder através de um desenho em conjunto a seguinte pergunta: 'Como cativar em família?' -

REENCARNAÇÃO

TROCANDO DE ROUPINHA


Julieta era uma menina muito curiosa. Vivia perguntando à mamãe sobre tudo.

- Mamãe, por que uns nascem ricos e outros pobres? Por que alguns são doentinhos e outros não?

- Vem comigo, Julieta – e levou a filha para perto do guarda-roupas.

- O que isso tem haver com as perguntas que eu fiz para a senhora?

- Vou lhe mostrar - disse Dona Edinalva, abrindo o armário.

E apontando para as roupas de Julieta que estavam dependuradas, começou a explicar:

- Se eu disser, filhinha, que vamos passear e o dia estiver muito frio, mas muito frio mesmo, o que você vai vestir?

- Eu visto alguma roupa bem quentinha

Dona Edinalva pegou então uma blusinha bem fresquinha de Julieta.

- Essa roupa aqui serve?

- Não, mamãe. Tem que ser roupa de frio...

Dona Edinalva pegou uma blusa de lã bem quentinha.

- Essa serve?

- Ah, sim! Essa serve se o tempo estiver bem frio.

Dona Edinalva pegou um vestido de festa de Julieta e perguntou:

- E essa, serve para nadar?

- Não, mamãe! Essa não!

Dona Edinalva pegou a roupa de banho de Julieta.

- E essa?

- Ah, sim! Essa serve para nadar...

Ainda com a roupa de banho na mão, ela perguntou:

- E se formos a um aniversário à noite, de uma de suas amiguinhas, essa roupa serve?

- Não, mamãe! Tem que ser essa... – disse Julieta pegando o vestidinho de festa que a mamãe tinha colocado no armário.

- Muito bem, filha! – disse a mamãe.

- Mas o que isso tem haver com as perguntas, mamãe?

- Ora minha filha, veja seu corpinho ali no espelho. Seus cabelinhos, seus olhinhos, seus bracinhos... Tudo isso é uma roupinha do espírito, sabia?

- Roupinha?

- Sim. Lembra lá nas aulinhas de Evangelização? Você aprendeu que nós somos todos espíritos e que o espírito nunca morre, não é?

- Pois é. E o corpo é a roupa que o espírito precisa vestir para encarnar. E cada corpinho é uma roupinha especial para as necessidades de cada pessoa. Do mesmo modo que você pode trocar a roupinha conforme o tempo e conforme a necessidade, o espírito troca de corpinho conforme precisa. Por isso é que tem tantas diferenças entre as pessoas: é por causa da necessidade de cada um.

- Mas mãe, algumas pessoas têm o corpinho doente. Isso é castigo de Deus, então?

- Não filhinha! É apenas o corpinho necessário ao aprendizado do espírito nesta encarnação. Com a reencarnação, o espírito troca de corpo, assim como você troca de roupa. Só porque ele tem o corpinho doente nesta vida, não quer dizer que vai ficar assim para sempre. Quando for necessário, ele trocará de corpinho!

- Nossa!

- E tem mais, filha. Essa roupinha, que é o corpo físico, é uma roupinha emprestada por Deus. Então, temos que cuidar muito bem dele. O que você acha quando alguém te pede emprestada alguma coisa e te devolve ela toda quebrada?

- Eu fico triste, mãe. Fica parecendo que a pessoa que pediu emprestado nem ligou! Não tem responsabilidade.

- Pois é! Por isso, temos que devolver o corpinho para Deus no melhor estado possível, não é?

- Então mamãe, um dia, eu também vou trocar de corpinho?

- Todos nós, querida. Todos nós aqui no plano físico, nascemos, vivemos, envelhecemos, desencarnamos, vamos para o plano espiritual e depois nascemos novamente em outro corpinho. É a reencarnação!




































terça-feira, 24 de abril de 2012

TRABALHO, INSTRUMENTO DE PROGRESSO

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA:

Apresentar o anexo 1. Pedir que as crianças identifiquem as três profissões que são mostradas, conversando sobre as dificuldades, facilidades, riscos e sua importância para a sociedade.





ATIVIDADE REFLEXIVA
Perguntar: - Que aconteceria se todos tivessem a mesma vocação, isto é, se gostassem de trabalhar nas mesmas profissões?
Dialogar com os grupos, destacando:
A importância das diferenças de vocação para o equilíbrio social.
O respeito e a gratidão a todos os bons profissionais, mesmo os que executam as tarefas mais modestas, mas sempre de valor.
Os prejuízos do mau profissional, em qualquer área de trabalho; daí o valor de preparar-se bem para a profissão que vai exercer.
Tudo o que nos beneficia, hoje, resultou de trabalho perseverante, geralmente de muitas pessoas.
Apresentar o anexo 2, analisando todo o trabalho realizado para termos uma casa para morar.




Apresentar ao grupo as seguintes ideias:
O conceito de trabalho: não é apenas o que se faz para ganhar dinheiro, mas qualquer ocupação que ajude alguém, ou a própria família e até a humanidade, como no caso, por exemplo, do trabalho desenvolvido para descoberta das vacinas.
Algumas pessoas só trabalham se, em troca, receberem dinheiro. Não conhecem a alegria de ajudar.
Quem trabalha deve sentir sempre alegria por ser útil. Lembrar o trabalho de amor realizado por Madre Tereza de Calcutá (ou alguém conhecido da comunidade).
Outras pessoas deixam de trabalhar, de serem úteis porque tem em seu coração um sentimento-lixo: a preguiça. Como todo sentimento-lixo, traz grandes dificuldades para a vida.
Propor que cada um faça uma auto-avaliação honesta:
- Se aparecesse uma marquinha na sua mão toda vez que você faz um trabalho com boa vontade, como estaria sua mão? ( Dar um tempo).
- Quem viu sua mão quase sem marquinhas, procure analisar se tem no coração o sentimento da preguiça.
- Se descobrir que tem esse sentimento-lixo, imaginar-se tirando esse sentimento do coração indo até a lata do lixo e jogando-o fora definitivamente (dar um tempo).
- Sentir-se mais leve, mais alegre e disposto para trabalhar.
ATIVIDADE CRIATIVA
Colocar a disposição do grupo: papel oficio, lápis de cor, canetas, revistas, tesoura e cola.
Propor que cada participante, com os recursos que desejar, desenhe a si mesmo realizando uma atividade na profissão que pretende escolher.

TRABALHO, INSTRUMENTO DE PROGRESSO

OBJETIVO:

Identificar o trabalho como toda ocupação útil,
servindo como instrumento de progresso e preservação das influencias negativas.

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Previamente colar as gravuras dos anexos 1 a 4 em cartolina
prendendo-as com fita gomada em varetas. Usar uma placa de isopor e
aproximadamente 2 cm colocada horizontalmente para introduzir as varetas das
flores e da colmeia formando o cenário.






Cantar a musica “A Abelhinha” de Sonia de Paula – CD Histórias
Cantadas – movimentando a vareta da abelhinha conforme sugere a letra da
musica.
A Abelhinha
Eu vou de flor em
flor, de flor em flor, buscando o néctar, néctar
E ao voltar pra colmeia,
transformar tudinho em mel.
Zi zi zi zi
Zi zi zi zi
Trabalho todo dia com
muita alegria
Zi zi zi zi
Zi zi zi zi
Com meu trabalho
louvo ao Papai do Céu

ATIVIDADE REFLEXIVA
Perguntar as crianças se gostam do mel que a abelha faz. Em
seguida perguntar se conhecem o trabalho que é feito por várias pessoas para
que possamos saborear o mel (anexo 5).




Dar outros exemplos, concluindo sempre que com o trabalho
podemos conseguir coisas boas.
- É bom ter uma casa?
- Que trabalho precisam ser feitos para termos uma casa? (anexo 6)



- É bom ter uma roupa para vestir?
- Que trabalhos devem ser feitos para termos uma calça
comprida para vestir? (anexo 7)





Lembrar que:

A abelhinha trabalhava “todo dia com muita alegria” e essa
deve ser a nossa atitude: trabalhar com alegria.
Trabalhar com boa vontade e alegria dá saúde e felicidade.
Com o trabalho, louvamos ao Papai do Céu - como diz a
abelhinha.

Narrar- Kitoco

Perguntar:
- Como a família conseguia dinheiro para fazer a casa nova e
bonita?

Pedir as crianças que digam em que
elas podem ajudar em casa e na escola.

KITOCO

Fig..1 Kitoco era um brasileirinho filho de japoneses.
Quando seu pai e seus irmãos saíam para trabalhar, Kitoco
ficava na porta de casa chorando.
Também queria “sair para trabalhar”.
Sua mãe dizia: - Kitoco você ainda é pequeno. Criança não
pode trabalhar como gente grande.
O tempo passou e Kitoco foi crescendo...
Um dia, o pai de Kitoco chegou a casa muito feliz.
Ele tinha comprado um sitio com uma casa pequenina.
Kitoco pediu:
- Papai, eu posso trabalhar no sitio?
Prometo fazer tudo com atenção. Já estou crescido, papai!
O pai abraçou feliz o filho:
- Pode ajudar sim, Kitoco.
A família mudou-se para a casa
pequenina do sitio.



Fig.2 – O pai começou a ensinar
alguns serviços que Kitoco podia fazer: alimentar a vaca e as cabras, arrumar
os canteiros e semear.




Fig.3 – Certo dia, nsceram muitos
cabritinhos.
Kitoco cuidou dele com atenção e
carinho.
Eles cresceram. Deles nasceram novos
filhotes.
Depois, Kitoco aprendeu a fazer
queijo do leite das cabras.



Fig.4 – As irmãs de Kitoco gostavam
de ajudar a mãe a fazer doces.
Seu irmão mais velho vendia na cidade
os queijos, os doces e os legumes da horta.



Fig.5 – Com o trabalho de todos, a família
ganhou dinheiro e construiu uma casa nova e bonita.
Todos vivem lá com saúde e felicidade.

II ENCONTRO DA FAMILIA






A Paz no mundo virá dos Lares


A natureza respirava perfumes suaves, carreados nos braços dos ventos brandos.
Pairavam nas mentes e nos corações ansiedades feitas de alegrias e expectativas.
João, o discípulo amado, acercou-se de Jesus e, com serenidade, interrogou:
- Quando dizemos que Deus é nosso Pai Amantíssimo, porque é o Criador de todas as coisas, devemos entender que todos somos irmãos, mesmo em relação àqueles que se afastam de nós e nos detestam?
- Sem dúvida, João. – confirmou o Amigo – Os maus e indiferentes, os perversos e odiosos também são nossos irmãos, pois que, se fora ao contrário, concordaríamos que existiria outro Genitor Divino.
Pertencemos todos à família universal, ligados, uns aos outros, pela mesma energia que a tudo deu origem.
A fim de que o amor se estabeleça entre as criaturas de conduta e de sentimentos tão difíceis, o Excelso Pai fez o ser humano também co-criador.
Assim contribui com ele para o crescimento de cada um, através da união conjugal, da qual surge a família consangüínea, que é a precursora da universal.
Graças à união dos indivíduos pelo sangue, surgem as oportunidades da convivência saudável, mediante o exercício da tolerncia e da fraternidade.
Tal exercício é treinamento para a compreensão dos comportamentos tão diversos que serão enfrentados nos relacionamentos fora do lar.
* * *
Jesus deixa muito clara a importância da instituição familiar no mundo.
Mostrando apenas uma de suas mil nuances abençoadas, o Mestre reforça a dedicação que devemos aplicar no lar.
Somos co-criadores e tal deferência nos deve fazer sentir honrados e felizes.
Não criamos almas, mas contribuímos para a criação dos novos corpos que recebem, diariamente, Espíritos que ainda precisam voltar à carne.
Assim, dos laços de sangue, pela íntima relação que proporcionam, nascem novos amores ou se fortalecem antigos.
Dos laços de sangue nasce a oportunidade do reajuste, do perdão, da aceitação.
Dos laços de sangue surge uma nova história, o renascer da água e do Espírito, a chance de refazer os caminhos.
Desta forma, precisamos estar atentos à família que nos abraça.
Estão ali, muito claros para nós, os maiores objetivos que nos trazem a mais uma encarnação na Terra.
Estão ali, nas diferenças e afinidades que nos unem, as provas benditas que nos farão melhores hoje do que fomos ontem.
Estão ali, no coração do pai, da mãe, dos irmãos e dos filhos, as sementes da nova era de paz que se estabelece gradualmente no globo terrestre.
A paz no mundo virá dos lares. A paz no mundo virá do amor dos pais aos filhos.
Virá da tolerncia e do respeito dos filhos em relação a seus pais. Virá da amizade entre os irmãos.
A paz no mundo reinará quando houver amor completo nas famílias.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 14 do livro A mensagem do Amor Imortal, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

RESIGNAÇÃO

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Apresentar o anexo 1 com o desenho de uma seringa de injeção, um lindo par de tênis e um apetitoso alimento. Perguntar: – Se pudesse escolher um deles, qual seria o melhor para você? E o que não escolheria?
Ouvir as respostas e perguntar:
– Se você estivesse com uma doença grave, o que seria melhor: a dor da injeção com o medicamento que alivia e cura, ou as outras opções?
Ouvir as respostas.



ATIVIDADE REFLEXIVA
- Levar o grupo a refletir sobre os seguintes conceitos:
Ü Sem estar doente ninguém preferiria a injeção pois não se busca o que faz sofrer inutilmente. Quem cultiva o prazer de sofrer ou de fazer sofrer tem grave distúrbio psíquico.ÜEntretanto, podemos aceitar, até com alegria, situações de desconforto, cansaço e dor, quando tal situação reverte em benefício de alguém ou de um grupo de pessoas.
Exemplos:
- mãe que passa noites sem dormir para cuidar de um filho doente.- pessoas que se dedicam a ajudar o próximo, como Madre Tereza de Calcutá.
-os discípulos de Jesus, que sofreram perseguições e o sacrifício da própria vida, pelo ideal de divulgar o Evangelho.
ÜÀs vezes temos doenças tão graves da alma, como o orgulho, o egoísmo, a leviandade, que só uma “injeção” de sofrimento intenso pode nos curar.ÜE nesses casos, mais cedo ou mais tarde, a dor nos chega, sem que possamos fugir dela, embora tudo devamos fazer para minimizá-la, procurando soluções possíveis e, principalmente, aceitando com resignação o que não puder ser mudado.ÜEssas expiações - sofrimentos dos quais não podemos fugir - não são castigos de Deus, porque Deus é Amor, mas corrigendas necessárias e amorosas para que nos curemos das doenças da alma.
Esclarecer a diferença entre provação e expiação:
Provação representa prova, oportunidade para desenvolvermos nossas qualidades espirituais de paciência, dedicação etc. As dificuldades da vida constituem essas provas e com uma ação correta, podemos atenuá-las. E também ninguém precisa buscar o sofrimento para alcançar a felicidade futura. Expiação é imposta, como conseqüência de nossos erros anteriores, e dela não podemos fugir.

Apresentar o anexo 2 com o ensino evangélico do Sermão da Montanha.


(...)Bem-aventurados vós que agora chorais, porque haveis de rir. Jesus (Lucas, VI: 21)

Ü Comentar que Jesus prometeu a felicidade ao término do sofrimento na Terra. Questionar:

– Essa felicidade será alcançada apenas por sofrer? Ou por sofrer o que não pode ser mudado, sem revolta, com resignação?
Concluir que a função da dor é “abrandar os corações”, tornando-os sensíveis ao amor. Mesmo numa vida de duras expiações, temos o dever de torná-la a melhor possível e até útil e bela.

Narrar o caso verídico de AURINO COSTA.


Dialogar com o grupo sobre o que a vida de Aurino Costa pode nos ensinar a respeito da resignação, resumindo, ao final, as conclusões.



ATIVIDADE CRIATIVA

1a Opção:
Apresentar, em papel pardo, os seguintes versos, retirados da poesia “Vida”, de Maria Dolores, do livro “Antologia da Espiritualidade”, FEB:
I
“Asseveras que os sonhos são feridas,
Quais picadas de espinhos agressores...
Fita o verde das árvores podadas,
Recobertas de flores.
II
Nos dias de aflição, ante a força das provas,
Recorda, na amargura que te oprime,
Que a ostra faz nascer do próprio seio em chaga
A pérola sublime.

De acordo com o interesse e as possibilidades do grupo, escolher uma ou mais formas de explorar os versos:

– Ler, interpretar e fazer um coro falado.
– Ilustrar por meio de desenho ou pintura.
– Musicar os versos.
2a opção:
Ler, interpretar e fazer um coro falado do texto abaixo:


NÃO RECEBI NADA DO QUE PEDI

(autoria desconhecida)

Pedi a Deus para ser forte
a fim de executar projetos grandiosose Ele me fez fracopara conservar-me na humildade.

Pedi a Deus o poder
para que os homens precisassem de mime Ele me deu a humildadepara que eu precisasse de Deus.
Pedi a Deus que me desse saúde
para realizar grandes empreendimentose Ele me deu a doençapara compreendê-lo melhor.

Pedi a Deus tudo
para gozar a vida e Ele me deixou a vida para eu poder gozar de tudo...

Pedi a Deus a riqueza
para tudo possuir
e Ele me deixou pobre
para não ser egoísta

Senhor, não recebi nada do que pedi
mas me deste tudo de que eu precisava
e, quase contra a minha própria vontade,
as preces que eu não fiz foram ouvidas.



Louvado sejas, ó meu Deus!

Entre todos os homens
Ninguém tem mais do que eu!

AURINO COSTA

Aurino Costa nasceu em Santíssimo, subúrbio do Rio de Janeiro. Órfão de pai aos quatro anos, Aurino passou sua infância na absoluta pobreza, o que não o impediu de ser o primeiro aluno durante os três anos que pôde freqüentar escola.



Quando estava com 12 anos, começou a sentir muitas dores musculares, que foram agravando-se, obrigando-o a internar-se em hospitais várias vezes. Sua doença foi diagnosticada como artrite reumatóide infecciosa, sem possibilidade de cura.



Seu destino estava marcado. A partir dos 16 anos, Aurino não andou mais e por 39 anos viveu deitado porque suas articulações não permitiam que ele sentasse.

Após o choque inicial que sofreu com o conhecimento de sua doença e das condições em que viveria, poderosa resignação e coragem brotaram no seu íntimo. Aurino voltou-se para Deus. Leu muito. Escreveu para jornais páginas de fé e consolação, apesar de todas as dificuldades que enfrentava. Fez apelos através do jornal e conseguiu um carrinho apropriado que lhe possibilitou a locomoção, embora sempre na horizontal.



“A misericórdia divina nunca me faltou” - dizia Aurino. “Ela me chegava pelas mãos de uma prima, que me trazia o almoço, de outra que me trazia o café da manhã, de um primo que empurrava o carrinho e me levava onde queria ou de amigos que me traziam o de que precisava. Por outro lado, muitos me procuravam como conselheiro, buscando orientação para seus diversos problemas e a todos atendia com paciência e vontade de servir.”



Para Aurino, tudo isso que fazia era pouco. E ele começou a idealizar uma instituição que socorresse as crianças com deficiências muito graves e sem família. Com ajuda de abnegados companheiros, tomou todas as providências para a concretização da Obra.



Em 1965 Aurino Costa inaugurou na Rua Maravilha 308, Bangu, a Ação Cristã Vicente Moretti com oito crianças portadoras de paralisia cerebral. Era a primeira vitória.

Dois anos depois, Aurino submeteu-se a sete cirurgias terrivelmente dolorosas para que pudesse sentar-se, ou seja, colocar-se na vertical. Para tal, teve que fazer a amputação total de suas pernas, passando a apoiar-se na parte inferior do tronco. Embora preso a sua cadeira de rodas, Aurino tinha agora mais liberdade de locomover-se e também de ajudar.



A Ação Cristã Vicente Moretti foi crescendo pouco a pouco, graças à coragem e perseverança de Aurino. Hoje, no ano 2001, há 61 crianças internadas e atende a mais de 1000 crianças no ambulatório, através de uma competente equipe técnica com múltiplas especialidades.



Quando, certa vez, perguntaram a Aurino o que achava da dor, ele respondeu:

– A dor é fruto da misericórdia divina. É como que um dique a impedir que as criaturas prossigam agindo erroneamente com relação à própria vida. A finalidade da dor é sempre purificar o sentimento..

Que bela lição de resignação e de vida plena!



FONTE - EDUCAÇÃO DO SER INTEGRAL













 


quinta-feira, 19 de abril de 2012

AÇÃO E REAÇÃO

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Dizer que vai contar uma história de um animal, que terão de descobrir pelas seguintes “pistas”:
- tenho duas pernas e duas mãos...
- vivo nas árvores...
- tenho orelhas bem redondas...
- minha cor é escura...
- pulo de galho em galho...
- gosto muito de banana...
- você descobriu? Eu sou um... (macaquinho).

ATIVIDADE REFLEXIVA

Narrar: O Macaco Peralta

Misturar as gravuras, pedindo a uma criança que as ordene novamente. Pedir que a história seja recontada, cada cena por uma criança.

Propor a seguinte questão:

– Se o macaquinho agora só fizer coisas certas e boas, como ele será quando nascer outra vez?

Ouvir as respostas e esclarecer que Deus nos ama e nos quer bons, para podermos ser felizes, sem doenças e outros sofrimentos.

ATIVIDADE CRIATIVA

Distribuir revistas, pedindo que as crianças procurem figuras de boas ações.

As crianças “interpretam” a gravura e dizem que parte (ou partes) do corpo está sendo usada para fazer a boa ação.

Montar cartazes, colando as gravuras e escrevendo frases bonitas ditas pelas crianças.


HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE


O MACACO PERALTA

Fig.1- No bosque de um grande parque viviam muitos macaquinhos
Um deles sempre chamava atenção dos que passavam por ali porque era irriquieto, pulava ligeirinho de galho em galho, dava adeus às pessoas e - o mais incrível - dava grandes cambalhotas com um coco ou uma banana na mão, pendurando-se na árvore somente pelo rabo. E ainda ficava, muitas vezes, pendurado e saboreando a banana...


Fig.2- Um dia, Peralta brincava com outro macaquinho fazendo um côco verde de bola.
De repente os dois começaram a brigar.


Fig.3- Peralta dominou o outro e, usando o côco, machucou tanto o rabinho do companheiro, que, dias depois, este morreu de infecção.
Peralta viveu ainda alguns anos. Depois também morreu. E tornou a nascer outra vez.


Fig.4- Era, agora, um macaquinho bebê, mas diferente dos irmãozinhos.
Ele nasceu sem o rabinho. Você sabe porquê? (Ouvir as crianças).
Isto mesmo! Nós sofremos o que fazemos o outro sofrer!
No seu novo corpo, o macaco aprendeu a falta que lhe fazia a cauda.
Para alguns macacos, ela serve como uma terceira mão, muito útil para quem vive nos galhos de uma árvore.
Assim o macaquinho, que não podia mais fazer tudo o que fazia antes, quando era o Peralta, aprendeu a não machucar mais ninguém.

VIDAS SUCESSIVAS

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Apresentar o bonequinho do anexo 1 (previamente colado em papelão). Pedir que as crianças vistam o bonequinho com as diferentes roupas (que devem ser coloridas e coladas em cartolina fina). A cada vestimenta perguntar:
– O que parece ser o nosso boneco? (um médico, um operário, um príncipe...)






ATIVIDADE REFLEXIVA

Dizer que na brincadeira que acabaram de fazer, o boneco era sempre o mesmo e só a roupa foi trocada. Explicar que nós também somos assim:
quando nascemos ganhamos um corpo bem pequenino, que depois vai crescendo, crescendo...;
nosso corpo serve de “roupa” para o Espírito;
nós nascemos muitas vezes, sempre mudando o corpo, tal como a roupa do boneco;
nascemos para nos tornarmos melhores, para aprendermos a ser bons.

Narrar: Tatu Bolinha

Pedir às crianças que respondam às perguntas do final da história.

ATIVIDADE CRIATIVA

Pedir que as crianças recontem a história à vista das flanelogravuras (inicialmente colocar as de número 1 a 6, seguindo, depois, a orientação dada na história para a substituição das figuras).

Propor a dramatização da história. O educador faz o papel de narrador.

HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE



TATU BOLINHA

Todos os animais que viviam no Bosque das Flores acordavam bem cedo para trabalhar.
Os pássaros voavam levando palhinhas para fazer o ninho (flanelogravura 1).



As abelhas colhiam o néctar das flores (flanelogravuras 2 e 3) e na colméia preparavam o delicioso mel.


O pica-pau, com seu bico comprido, caçava insetos que viviam na casca das árvores (flanelogravura 4).




Os esquilos (flanelogravura 5) carregavam sementinhas para comer e guardavam outras, bem escondidinhas, para se alimentarem quando chegasse o tempo do frio.



Só o tatu Bolinha não queria fazer nada (flanelogravura 6). Os coleguinhas chamavam:
– Vamos estudar, Bolinha. Venha também aprender.
Tatu Bolinha espreguiçava-se, espreguiçava-se...mas não saía do lugar.




De manhã sua mãe lhe dizia:
– Bolinha, venha ajudar seus irmãos a procurar alimento.
O tatuzinho levantava-se bem devagar e só conseguia ficar pronto quando todos já estavam de volta. Bolinha só era ligeiro quando chamado para brincar.
Um dia todos os animais combinaram fazer uma grande arrumação no bosque, antes da chegada do tempo das chuvas.
Quando o tatuzinho viu a movimentação dos animais e também que não poderia escapar do trabalho, foi para a beira do rio (retirar as flanelogravuras anteriores e colocar (flanelogravura 7) e enrolou-se todo, ficando como uma bola, completamente parada. Mais parecia uma pedra redonda (flanelogravura 8).
Os animais iam e vinham, mas ninguém descobria o tatu.
De repente o céu escureceu. As nuvens grandes foram ficando cada vez mais baixas e escuras.
O temporal não tardava a cair. Todos os animais voltaram depressa para as suas casas. Só tatuzinho continuava parado e enrolado, no mesmo lugar, sem nada perceber do que acontecia.
O temporal e a ventania começaram tão fortes que Bolinha foi facilmente arrastado e - plom - caiu no rio (movimentar a flanelogravura 8).


As águas do rio rolavam como um mar bravo.
Bolinha não pode salvar-se.
Quando deixou o corpo, Bolinha arrependeu-se de ter sido tão preguiçoso. Chorou muito. Viu que não aproveitou a vida para melhorar-se. Cansado de sofrer, Bolinha pediu para nascer outra vez. Prometeu melhorar-se e tornar-se bom e trabalhador.
Os outros tatuzinhos, que também já tinham deixado o corpo, perguntavam desconfiados:
– Será que você vai mesmo cumprir esta promessa?
– E vocês, o que acham? (ouvir as respostas)
Papai do Céu deixou que ele nascesse de novo. Mas não no Bosque das Flores. Nasceu numa terra que não tinha muitas árvores. O alimento era pouco e ele tinha que andar muito para achá-lo. A terra era dura, difícil de cavar e fazer o esconderijo para sua comidinha do tempo do frio (flanelogravura 9).
Bolinha trabalhou bastante. Fez o que prometeu. E ainda ajudava a procurar alimento para os animais velhinhos ou doentes.

***
– Vocês acham que, nessa nova vida, o tatuzinho está esforçando-se para melhorar?
– E você também está?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

ESTUDO, INSTRUMENTO DE PROGRESSO


OBJETIVO:
Reconhecer o estudo como meio de progresso individual e social.

ATIVIDADE CRIATIVA

Com auxilio de uma pessoa o facilitador apresenta uma dramatização entre duas amigas.

-Imagine! Disseram que eu deveria estudar! Na minha idade? 40 anos! Minha cabeça não dá... não vou mais aprender...
- Por que não?
 É só começar e não desanimar. Vai parecer que é difícil porque as células do cérebro estão... como que “sonolentas”. À medida que você estudar e fizer exercícios, o cérebro vai “despertando” e aprenderá cada vez com mais facilidade.
- É assim mesmo? O problema é... “acordar” as células?
-É isso! O estudo vai estimular as células do cérebro e você vai conseguir usar melhor sua inteligência.
- Você não está inventando isso para me animar?
- Claro que não! É pura verdade!

ATIVIDADE REFLEXIVA

Indagar do grupo se considera verdadeiro o que foi dito no diálogo entre essas duas amigas. Ouvir o grupo. Contar a pesquisa com ratos, publicada em uma revista. Os que foram colocados em ambiente com muitos labirintos, que os obrigavam a descobrir as saídas para se alimentarem desenvolveram maior quantidade de células na parte do cérebro que controla o aprendizado e a memória. O mesmo acontece com qualquer pessoa, mesmo na fase adulta. Portanto, em qualquer idade podemos estudar e aprender.
Através do diálogo, trazer casos que evidenciem o valor da motivação para aprender, como, por exemplo, de uma idosa que aprendeu a ler com mais de sessenta anos e passou a viajar, mesmo sozinha, porque não sentiu mais insegurança de não saber ler.
Conversar sobre as dificuldades que algumas crianças sentem para aprender, umas por dificuldades de atenção, outras por problemas emocionais, outras pelo ambiente inadequado no lar e até por falhas da própria escola. Questionar com o grupo como os pais ou os irmãos mais velhos podem ajudar essas, ou qualquer criança, em fase escolar. Será importante não deixar de destacar algumas formas de ajudar como:

Preparar a criança para o ingresso na escola.
Mostrá-la como um local feliz, onde poderá fazer novos amigos. Nunca como um castigo.

Participar de sua vida escolar.
Comparecer às reuniões de responsáveis, encorajar a criança a vencer suas dificuldades, estimular o respeito aos professores e colegas.

Oferecer ambiente favorável ao estudo.
Para estudar e aprender é preciso não desviar a atenção para conversas, televisão etc. A família deve estabelecer um horário de estudo em casa, adequado ás suas responsabilidades. Nesse momento, não solicitar a criança para outras atividades e buscar o Maximo silêncio possível.

Não fazer comparações.
 Cada criança tem o seu ritmo de aprendizagem. Portanto, não comparar uma criança com outra, pois criará um sentimento de inferioridade que poderá prejudicar toda a aprendizagem.

Respeitar e amar a criança é condição para seu crescimento emocional e intelectual.
Certas situações como separação conjugal, novas uniões, morte ou alcoolismo na família costumam trazer insegurança emocional, maior ou menor, de acordo com a sensibilidade de cada criança, refletindo-se no rendimento escolar.

Concluir que para educar bem uma criança, os pais devem continuamente também educar-se.

ATIVIDADE CRIATIVA

Dividir o grupo em três subgrupos. Para cada um destes, dar uma tira de papel com uma das seguintes frases incompletas:

A alegria que senti na escola e nunca esqueci foi...
Uma dificuldade que senti na escola, mas consegui superar foi...
Nada me aborreceu mais na escola que....

Os participantes do subgrupo completarão a frase com uma experiência vivida.
Depois eles escolherão a experiência mais interessante para ser contada ou dramatizada, de preferência no grupão.

Prece Encerramento

Fonte: Educação do Ser Integral

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PARÁBOLA DOS TALENTOS

UNIDADE: DEUS

FAIXA ETÁRIA: 8 A 12 ANOS
TEMA BÁSICO: ENSINOS DE JESUS

OBJETIVO: Identificar que o Evangelho,reunindo os ensinos e exemplos de Jesus, indica-nos o caminho para a paz e a verdadeira felicidade. 

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA:

Colocar para o grupo ouvir o trecho "A Primavera", das"Quatros Estações" de Vivaldi,sem dizer o título da obra, nem o nome do autor.

Após ouvirem o referido trecho musical,

apresentar os anexos 1a,1b,1c e1d. Pedirque digam em quais das imagens essa musica mais se encaixa,justificando o motivo da escolha.









ATIVIDADE REFLEXIVA

Apresentar o título da música:"A Primavera" assim como seu compositor:
Antônio Vivaldi foi o primeiro em uma família de sete filhos.Nasceu no dia 4 de março de 1678,na cidade de Veneza, na Itália. Desde,pequeno Vivaldi demonstrou grande talento musical,por isso seu pai o incentivou a aperfeiçoar os seus conhecimentos musicais.

Quando cresceu, Vivaldi tornou-se professor de violino em uma instituição religiosa que fornecia abrigo e formação musical para meninas carentes. Foi nesse período que compôs sinfonias maravilhosas,que encantavam a todos,até mesmo reis e rainhas.
Expor que Vivaldi tinha um talento, ou seja,sabia fazer muito bem uma coisa, no caso, compor músicas.Explicar que os talentos são recursos que Deus nos permite ter: pode ser uma habilidade, isto é, coisa que eu sei fazer muito bem,como cozinhar, desenhar, mas também pode ser a boa saúde,o dinheiro,o tempo que dispomos para nosso progresso,a inteligência.

Refletir com o grupo a partir de perguntas como:

- Como Deus espera que usemos nossos talentos?
- O que aconteceria se Vivaldi não tivesse estudado e aperfeiçoado o seu talento na música?
- Uma pessoa que tem saúde mas que fuma e bebe, está utilizando bem o seu talento da saúde? Por quê?
- E uma pessoa que usa sua inteligência para prejudicar alguém?
- E o que acontecerá se não aproveitarmos bem o talento que Deus nos deu?

Na época em que Jesus esteve entre nós havia uma moeda muito valiosa chamada de talento. Ele a tomou como exemplo para falar sobre a importância do bom uso dos talentos que Deus nos dá. Ele sabia ser muito importante ensinar às pessoas a usarem os seus talentos.


Narrar a adaptação da Parábola dos Talentos

Fig.1- Um Senhor de muitas terras, antes de viajar,chamou seus três empregados e confiou-lhes alguns dos seus talentos (moeda valiosa da época) para que os administrassem, conforme a experiência de cada um. Ao empregado mais antigo, deu cinco talentos, ao outro, dois e ao menos experiente, apenas um.


O que recebeu cinco talentos, negociou e ganhou outros cinco. Do mesmo modo o que recebeu dois, ganhou outros dois. Mais o que recebeu somente um talento, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.
Quando o senhor retornou da viagem chamou os seus empregados para que estes dessem conta dos seus bens.
Fig. 2- Aproximou-se o que recebeu cinco talentos, entregou outros cinco dizendo:
- O senhor me confiou cinco talentos. Eu os negociei e agora estou lhe devolvendo dez talentos.
- Muito bem! Você foi fiel no pouco que te confiei. Confiarei mais talentos a você no futuro... respondeu o patrão.
O empregado que havia recebido dois talentos, devolveu quatro ao seu patrão, dois a mais. E o senhor igualmente o elogiou,prometendo confiar-lhe mais talentos.



Fig.3- Por fim, chegou aquele,que recebeu apenas um talento e disse:
-Senhor, tive medo de perder o dinheiro e que por isso,se zangasse comigo. Por isso eu enterrei o único talento e aqui estou lhe devolvendo o que é seu.
-Você foi um mau negociante. Por que não fez como os outros, que multiplicaram os talentos que tinham?
O senhor ordenou que lhe tirassem o talento e entregasse ao empregado mais experiente (aquele que havia recebido cinco talentos), como recompensa.


Fig4- O mau servidor, arrependido, pensou: "Que grande oportunidade eu perdi".


Concluir:
Todas as coisas boas existem para que sejam multiplicadas,conforme vimos na história. Multiplicamos o talento quando o utilizamos para o bem.
Quando não multiplicamos o nosso talento(as oportunidades de estudo, trabalho,saúde, a inteligência,etc) não seremos merecedores de novos talentos, que retornarão somente depois de revelarmos nosso esforço para usá-los bem.

ATIVIDADE CRIATIVA
Estabelecer centros de interesse com atividades diversificadas, como por exemplo: recorte e colagem, desenho, massinha,pintura,sucata etc.


Solicitar que as crianças escolham a atividade para as quais tenham mais talento. Dar para todos um único tema, como por ex: paz, familia,amizade,etc e depois, organizar com as crianças uma exposição de todos os trabalhos.

Fonte: Educação do Ser Integral -