domingo, 30 de setembro de 2012

PODERES DE JESUS


  Narrar o seguinte fato: César, nas suas férias, ia para o alto de uma colina e lá passava horas empinando uma pipa. Seu irmão menor olhava desde o momento em que César começava a fazer sua pipa, prendia as varas, escolhia a linha adequada e caprichava na rabiola. Depois, observava bem a direção do vento e... Soltava a sua pipa, que ia subindo... Subindo... Até que, de tão alta, parecia um pontinho no céu (anexo 1).



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Seu irmão menor resolveu fazer o mesmo. Preparou tudo tal como César fazia, subiu a colina, deu linha, mas...sua pipa não passava de alguns metros do chão...(anexo 2).




Perguntar ao grupo:

 -Se o menino preparava a pipa tal como César, por que a pipa não subia? O que poderia estar acontecendo?

ATIVIDADE REFLEXIVA

 Ouvir as opiniões.Lembrar que talvez o menino, por ser mais novo e menos experiente que seu irmão, não soubesse utilizar-se da energia do vento, avaliar se sua velocidade e direção eram favoráveis ao que ele desejava. Lembrar a multiplicação dos pães, feita por Jesus, e narrada na reunião anterior. Somente Jesus, por ser mais experiente, sabia usar as energias da natureza para realizar fatos que não eram conhecidos pelas outras pessoas. Dizer que várias vezes Jesus realizou coisas maravilhosas e vamos contar duas delas.

 NARRAR: As Duas Curas

 Explicar que para melhor compreensão dos poderes de Jesus precisamos fazer uma observação: uma vela acesa produz uma luz fraca, que ilumina um pequeno espaço escuro (anexo 3); mas a luz do sol, por ser incomparavelmente mais forte, ilumina tudo à nossa volta(anexo 4).

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Explicar que cada um de nós possui uma energia boa em torno do corpo que é capaz de ajudar os outros e até curar doenças (anexo 5). Mas a nossa energia é tal como a luz da vela: mais ou menos fraca, porque ainda temos erros e pouco amor ao próximo. Jesus, no entanto, possuía uma energia muito boa porque Ele era perfeito e amava a todos. Sua energia era como a luz do sol: muito forte e podia realizar curas maravilhosas.




Apresentar a Fig.5, explicando que Jesus, ao dar a mão para a menina, passou-lhe energia boa de que ela precisava e curou-a. Apresentar a Fig.2 , explicando que nesse caso, a pobre mulher doente tinha fé, isto é, total confiança em Jesus e bastou tocar suas roupas impregnadas das Suas energias de cura que logo foi curada.


Procurar realizar a seguinte experiência: colocar limalha de ferro sobre um papel e aproximar, depois, um imã, de preferência grande. As crianças observarão que a energia magnética do imã atraiu a limalha para os polos. Comparar com a energia da fé da mulher que sofria de hemorragias,que funcionou como a energia magnética atraindo as energias de cura. Concluir valorizando o poder da fé e do amor, que nos possibilita ajudar os outros, até auxiliar na cura de doenças pela simples imposição das mãos, quando o fazemos com o pensamento em Jesus.

 ATIVIDADE CRIATIVA

 Oferecer livros e revistas que tenham fotos ou pequenos textos das curas de Jesus. Pedir que as crianças, individualmente ou em grupo, pesquisem e criem pequenos cartazes com desenhos e frases significativas.

 Prece Final

 AS DUAS CURAS (MARCOS, 5:21 A 43; Mateus,9:18 a 26)

 Fig.1- Jesus estava no meio de grande multidão quando um homem importante da sinagoga, chamado Jairo, ajoelhou-se aos seus pés. Jairo era bom marido e bom pai. Mas um fato retirou a alegria de sua família: sua única filha com doze anos, adoeceu gravemente. Jairo chamou os melhores médicos mas nenhum deles conseguiu curá-la. Foi então, que ouviu falar de Jesus. Havia uma esperança para sua filha! E buscou-O no meio da multidão. Jesus concordou em ver a menina.





Fig.2- Com muita dificuldade Jesus ia abrindo passagem pela multidão. Nisso uma mulher, que há muitos anos vinha tendo hemorragia apesar de todos os tratamentos que fazia, conseguiu aproximar-se de Jesus e tocar-lhe as roupas. No mesmo instante, ela sentiu que estava curada.

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Fig.3- Jesus perguntou quem havia tocado Suas roupas. A mulher ajoelhou-se diante dele explicando a causa de ter tocado n’Ele e como sentiu-se logo curada. E Jesus lhe disse: -Tem bom ânimo, filha a tua fé te salvou, vai em paz.

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Fig.4- Ele ainda estava falando quando chegou um enviado da casa de Jairo, dizendo-lhe aflito: - A tua filha já está morta;não incomodes o mestre. E Jesus, ouvindo respondeu: -Não temas; crê somente e ela será salva. Jesus chegou à casa de Jairo e só deixou entrar com Ele Pedro,Tiago, João,ficando também o pai e a mãe da menina. Todos choravam e Jesus falou-lhes: -Não chorem; ela não está morta, apenas dorme. E segurando a mão da menina disse-lhe: -Levanta-te, menina!





Fig.5- Ela logo abriu os olhos, sorriu e levantou-se. Jesus pediu que lhe dessem de comer. Ficaram muito emocionados. Jesus pediu que a ninguém contassem o que havia sucedido. Jairo olhou cheio de gratidão para o Mestre e falou: -Agradecido para sempre, Senhor!


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A MEDIUNIDADE A SERVIÇO DOS SEMELHANTES

Certo homem, que se reencarnara a fim de educar-se em duras provas, quais sejam enfermidades, abandono e solidão, montou a choupana que lhe serviria de casa à beira de estrada deserta e poeirenta, a cavaleiro de fundo vale, onde uma fonte permanente mantinha no chão seco larga faixa de verdura. Viajores iam e vinham e, fôssem eles ocupantes de carruagens, ou simplesmente pobres romeiros a pé, ei-los que paravam junto ao casebre, contentes e agradecidos por encontrarem, ali, com o homem solitário, uma bênção muito rara na região: a água pura. O ermitão, em demonstrações de bondade incessante, várias vezes, diariamente, descia a encosta agressiva até o manancial e enchia o cântaro, regressando vereda acima, tão só no intuito de oferecer água cristalina aos viajantes diversos. Na faina de auxiliar, entrou em contacto com um Espírito angélico a quem o Senhor incumbira de velar por todos os que transitassem pela extensa rodovia, e o eremita, profundamente emocionado e feliz, passou a chamar-lhe Anjo da Estrada. Estabeleceu-se para logo, entre os dois, suave convívio. Nenhum dos passantes lhe via o celestial companheiro; entretanto, para o solitário, aquele benfeitor espiritual se transformara em presença sublime. Se cansado, eis que o Anjo lhe restaurava as energias; se doente, recebia dele o remédio salutar. Se triste, recolhia-lhe as exortações confortativas e, quando em dúvida sobre doenças e dificuldades naturais do cotidiano, tomava-lhe as sugestões tocadas de amor. O Amigo do Céu descia com ele até à fonte, tantas vezes quantas fôssem necessárias, ajudava-o a transportar o grande vaso cheio, narrava-lhe histórias das Mansões Divinas, recobria-lhe a alma de tranqüilidade e júbilo sereno. O tempo rolou e trinta anos dobraram sobre aquela amizade entre duas criaturas domiciliadas em mundos diferentes. A estrada era sempre uma estalagem da Natureza, albergando viajores que se renovavam constantemente, mas o ermitão, conquanto satisfeito, mostrava agora a cabeleira branca e os ombros caídos. Certa feita, um homem prático, de passagem pelo lugar, em lhe enxergando a cabeça vergada ao peso do cântaro bojudo, observou-lhe, conselheiral: - Amigo, porque um sacrifício assim tão grande? Não seria melhor e mais justo transferir a casa para a fonte, ao invés de buscar a fonte para casa? O doador de água estremeceu de alegria. Como não pensara nisso antes? Da idéia à realização mediaram poucos dias... No entanto, em carregando o velho material da velha choca para a reentrância do vale, ei-lo que vê o amigo angélico em lágrimas copiosas... - Anjo bom, porque choras? E a resposta veio célere: - Pois, então, não percebes? Concedeu-me o Senhor a tarefa de proteger as vidas de quantos se arriscaram na estrada... Enquanto lá te achavas, oferecendo água límpida aos que viajam com sede, tinha eu a permissão de trocar contigo as bênçãos da amizade. Mas agora... Se preferes o menor esforço, é forçoso que eu me resigne a distância de ti, esperando que alguém se decida a cooperar comigo, junto dos viajores que me cabe amparar na condição de zelador do caminho!... O eremita não hesitou. Suspendeu a mudança, tornou ao lugar primitivo, retomou a sua venturosa paz de espírito ao pé da multidão anônima a que prestava serviço, e preferia trabalhar e ser feliz, em companhia do mensageiro celeste. Com quem partiu para o Mais Além, no dia em que lhe surgiu a morte do corpo. *** Como é fácil de ajuizar e de ver, meu caro amigo, abençoe a sua possibilidade de dessedentar os peregrinos da romagem terrestre com as águas puras de fé viva, esclarecimento, pacificação e consolo, sem se fixar nos eventuais sacrifícios que isso lhe custe. Você compreenderá, um dia, que vale muito mais livrar-se alguém de aflições e tentações, junto dos Espíritos Benevolentes e Amigos, que viver à conta de nossas próprias imperfeições das existências passadas, e que é muito melhor desencarnar sofrendo, mas servindo ao próximo, em favor da própria libertação espiritual, que ter de acompanhar o desgaste repelente do corpo, a pouco e pouco, em facilidade e descanso, para afundar, de novo, no momento da morte, na corrente profunda de nossas paixões e desequilíbrios.


 LIVRO: ESTANTE DA VIDA IRMAO X













quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O PODER DA GENTILEZA


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Eminente professor negro, interessado em fundar uma escola num bairro pobre, onde centenas de crianças desamparadas cresciam sem o benefício das letras, foi recebido pelo prefeito da cidade que lhe disse imperativamente, depois de ouvir-lhe o plano:
— A lei e a bondade nem sempre podem estar juntas. Organize uma casa e autorizaremos a providência.
— Mas, doutor, não dispomos de recursos... — considerou o benfeitor dos meninos desprotegidos.
— Que fazer?
— De qualquer modo, cabe-nos amparar os pequenos analfabetos.

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O prefeito reparou-lhe demoradamente a figura humilde, fez um riso escarninho e acrescentou:
— O senhor não pode intervir na administração.
O professor, muito triste, retirou-se e passou a tarde e a noite daquele sábado, pensando, pensando...
Domingo, muito cedo, saiu a passear, sob as grandes árvores, na direção de antigo mercado.
Ia comentando, na oração silenciosa:
— Meu Deus, como agir? Não receberemos um pouso para as criancinhas, Senhor?
Absorvido na meditação, atingiu o mercado e entrou.
O movimento era enorme.
Muitas compras. Muita gente.

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Certa senhora, de apresentação distinta, aproximou-se dele e tomando-o por servidor vulgar, de mãos desocupadas e cabeça vazia, exclamou:
— Meu velho, venha cá.
O professor acompanhou-a, sem vacilar.
À frente dum saco enorme, em que se amontoavam mais de trinta quilos de verdura, a matrona recomendou:
— Traga-me esta encomenda.

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Colocou ele o fardo às costas e seguiu-a.
Caminharam seguramente una quinhentos metros e penetraram elegante vivenda, onde a senhora voltou a solicitar:
— Tenho visitas hoje. Poderá ajudar-me no serviço geral?
— Perfeitamente — respondeu o interpelado —, dê suas ordena.
Ela indicou pequeno pátio e determinou-lhe a preparação de meio metro de lenha para o fogão.


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Empunhando o machado, o educador, com esforço, rachou algumas toras. Findo o serviço, foi chamado para retificar a chaminé. Consertou-a com sacrifício da própria roupa. Sujo de pó escuro, da cabeça aos pés, recebeu ordem de buscar um peru assado, a distância de dois quilômetros. Pôs-se a caminho, trazendo o grande prato em pouco tempo. Logo após, atirou-se à limpeza de extenso recinto em que se efetuaria lauto almoço.


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Nas primeiras horas da tarde, sete pessoas davam entrada no fidalgo domicílio. Entre elas, relacionava-se o prefeito que anotou a presença do visitante da véspera, apresentado ao seu gabinete por autoridades respeitáveis. Reservadamente, indagou da irmã, que era a dona da casa, quanto ao novo conhecimento, conversando ambos em surdina.
Ao fim do dia, a matrona distinta e autoritária, com visível desapontamento, veio ao servo improvisado e pediu o preço dos trabalhos.

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- Não pense nisto — respondeu com sinceridade —, tive muito prazer em ser-lhe útil.
No dia imediato, contudo, a dama da véspera procurou-o, na casa modesta em que se hospedava e, depois de rogar-lhe desculpas, anunciou-lhe a concessão de amplo edifício, destinado à escola que pretendia estabelecer. As crianças usariam o patrimônio à vontade e o prefeito autorizaria a providência com satisfação.
Deixando transparecer nos olhos úmidos a alegria e o reconhecimento que lhe reinavam nalma, o professor agradeceu e beijou-lhe as mãos, respeitoso.
A bondade dele vencera os impedimentos legais.
O exemplo é mais vigoroso que a argumentação.
A gentileza está revestida, em toda parte, de glorioso poder.

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HISTÓRIA DO LIVRO A VIDA FALA