segunda-feira, 22 de outubro de 2012

PASSE

INCENTIVO INICIAL:

 Levar pedaços de imãs e entregar aos Evangelizandos para que eles brinquem, e cobrar deles porque em alguns lugares o imã não fica. Após a brincadeira, recolher os imãs e perguntar: Por que o imã não se fixa na cadeira de plástico ou madeira? Por que o imã não se fixa na parede? Por que imã fixa-se no metal? Alguém imagina sobre o que vai ser a aula de hoje?
 Antes de ter começado a aula, colar embaixo de alguma cadeira um papelote escrito PASSE.
 Pedir que eles procurem o papelote, e ao encontrar começar o conteúdo.

 CONTEÚDO

 Todos conhecem o passe, pois na Casa Espírita sempre existe esta prática. Imaginemos que nosso corpo é de metal. Neste caso o metal simbolizará que somos bons, que acreditamos em Deus, que fazemos coisas boas, temos bons pensamentos, estudamos, trabalhamos. Quando recebemos o passe, os fluidos que vêm nos ajudar, física ou espiritualmente, penetram em nós, como se fossem imãs. Ao contrário, se nosso corpo for de madeira ou plástico, isto é, nesse caso em nós existe ainda a maldade, a distração, a descrença em Deus, a má vontade, ou a preguiça, os fluidos não penetrarão em nós, e o “passe” não terá efeito algum. Quando alguém está precisando de sangue, poderá receber uma transfusão, isto é, o sangue de um doador. No passe, recebemos uma transfusão de fluidos, do médium combinado com os dos Espíritos e da Natureza. Jesus usou o passe muitas vezes, nos enfermos da alma e do corpo. Qualquer pessoa pode aplicar passes, desde que tenha boa vontade e sinceridade em auxiliar o próximo. Também deve estudar sobre o passe e entender a fisiologia do corpo humano.

  O passe pode ser:

Passe magnético – o próprio agente transfere de si forças magnéticas para o doente.

Passe Espiritual - transmitido pelos Espíritos sem a ajuda do médium.

 Passe humano-espiritual – o médium pela oração, busca a ajuda do mundo espiritual em favor do enfermo. Existem forças na Natureza que obedecem ao magnetismo. Nosso corpo se mantém em perfeita união das células, porque obedece ao magnetismo do nosso perispírito que o formou. Nossos centros de força recebem as impressões externas para o equilíbrio corporal pelo magnetismo. Nosso pensamento absorve todas as impressões ambientes pelo magnetismo. Jesus curou inclusive pelo magnetismo que excedia de seu corpo, como no caso da hemorroíssa  São situações diferentes, mas o mecanismo geral é o mesmo. O passe nada mais é do que o reequilíbrio à desorganização magnética de nosso corpo ou Espírito.

  ATIVIDADE

Dependendo da idade, dá pra fazer um treinamento do passe. Colocar uma música suave, fazer uma oração e demonstrar como é a prática do passe. Falar em voz alta uma oração que se usa no momento do passe. Cada um fará a mesma coisa, não necessariamente em voz alta, pois as crianças e os jovens costumam ser tímidos. Explicar que todos os que tiverem boa vontade podem ajudar a transmitir boas energias. Para crianças de 8 a 10 anos, dá pra dar um desenho de uma pessoa recebendo um passe para pintar; ou que elas mesmas desenhem uma pessoa recebendo o passe.

 Contar a história do abraço de Bezerra de Menezes a um irmão infeliz.

Esta história pode ser usada como FIXAÇÃO.

O abraço de Dr. Bezerra de Menezes... Um abraço em nome de Deus faz maravilhas!
 Bezerra de Menezes acabava de presidir a uma das sessões públicas da Casa de Ismael, na Av. Passos - RJ. Era uma terça-feira do mês de junho de 1886. Sua palavra esclarecida e carinhosa, à moda de uma chuva fina e criadeira, no dizer de M. Quintão, penetrava nas almas de quantos encarnados e desencarnados lhe ouviam a evangélica dissertação sobre uma Lição do "Livro da Vida"! Os olhos estavam marejados de lágrimas, tanto de ouvintes como os do próprio orador. Acabada a sessão, descera Bezerra com passos tardos, ainda emocionado, as escadas da Federação Espírita Brasileira. E ia, humildemente, indagando dos mais íntimos, se ferira alguém com sua palavra que lhe perdoassem o descuido e ia descendo e afagando a todos que o esperavam ávidos dos seus conselhos, dos seus sorrisos, do seu olhar manso e bom. No sucedâneo da escada, localizou um irmão, de seus 45 anos, cabelos em desalinho, com a roupa suja e amarrotada. Os dois se olharam. Bezerra compreendeu logo que ali estava um caso, todo particular, para ele resolver. Oh! Benditos os que têm olhos no coração! E Bezerra os tinha e tem! E levou o desconhecido para um canto e lhe ouviu, com atenção, o desabafo, o pedido. - Dr. Bezerra, estou sem emprego, com a mulher e dois filhos doentes e famintos... E eu mesmo, como vê, estou sem alimento e febril! Bezerra, apiedado, verificou se ainda tinha algum dinheiro. Nada encontrou nos bolsos. Apenas a passagem do bonde... Tornou-se mais apiedado e apreensivo. Levantou os olhos já molhados de pranto para o Alto e, numa prece muda, pediu inspiração a seu anjo tutelar e solucionador de seus problemas. Depois, virando-se para o irmão. - Meu filho, você tem fé em Deus? -Tenho e muita Dr. Bezerra! - Pois então, em seu santíssimo nome, receba este abraço. E abraçou o desesperado irmão, envolvente e demoradamente. E, despedindo-se: -Vá, meu filho, na paz de Jesus e sob a proteção do Anjo da Humanidade. E, em seu lar, faça o mesmo com todos os seus familiares, abraçando-os, afagando-os. E confie no amor de Deus, que seu caso há de ser resolvido. Bezerra partira. A caminho do lar, meditava, teria cumprido seu dever, será que possibilitara ajuda ao irmão em prova, faminto e doente? E arrependia-se por não lhe haver dado senão um abraço. Não possuía nenhum dinheiro. O próprio anel de grau já não estava em seus dedos, Tudo havia dado. Não tendo dinheiro dera algo de si mesmo, vibrações, bom ânimo, moeda da alma, ao irmão sofredor e não tinha certeza de que isso lhe bastara... E, neste estado de espírito, preocupado pela sorte de um seu semelhante, chegou ao lar. Uma semana se passara. Bezerra não se recordava mais do sucedido. Muitos eram os problemas alheios. Após a sessão de outra terça-feira, descia as escadas da Federação. Alguém, no mesmo lugar da escada, trazendo na fisionomia toda a emoção do agradecimento, toca-lhe o braço e lhe diz: -Venho agradecer-lhe, Dr. Bezerra, o abraço milagroso que me deu na semana passada, neste local e nesta mesma hora. Daqui saí logo me sentindo melhor. Em casa, cumpri seu pedido e abracei minha mulher e meus filhos. Na linguagem do coração, oramos todos a Deus. Na água que bebemos e demos aos familiares, parece, continha alimento, pois dormimos todos bem. No dia seguinte, estávamos sem febre e como alimentados... E veio-me uma inspiração, guiando-me a uma porta que se abriu e alguém por ela saiu, ouviu meus problemas, condoeu-se de mim e me deu um emprego, no qual estou até hoje. E venho lhe agradecer a grande dádiva que o senhor me deu, arrancada de si mesmo, maior e melhor do que dinheiro! O ambiente era tocante! Lágrimas caíam tanto dos olhos de Bezerra como do irmão beneficiado e desconhecido. E uma prece muda, de dois corações unidos, numa mesma força gratulatória, subiu aos céus, louvando aquele que é, em verdade, a porta de nossas esperanças, o advogado querido de todas as nossas causas! LOUVADO SEJA O NOME DE DEUS! E ABENÇOADO SEJA O NOME DE QUEM, EM SEU NOME, NUM ABRAÇO, FAZ MARAVILHAS, A VERDADEIRA CARIDADE DESCONHECIDA!

 Livro: Lindos Casos de Bezerra de Menezes. Autor: Ramiro Gama.

AULA- MARITA PIANARO



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