quarta-feira, 29 de maio de 2013

AULA - IMPORTÂNCIA DO TRABALHO

TRABALHO

DICAS PEDAGÓGICAS

Aqui estão algumas dicas pedagógicas que facilitarão a sua vida de evangelizador.

Dicas estas baseadas nas obras da codificação e de referências do espiritismo, tais como: cartilhas da Federação Espírita Brasileira, obras básicas, autores espíritas ligados à filosofia espírita da educação, organizadas pelo Departamento de Evangelização da Criança da Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte /Regional Nordeste.







1- Faça sempre seu plano de aula. O planejamento é essencial. Nunca improvise uma aula.



2 - Sempre deixe cópias de atividades extras no armário da evangelização ou na gaveta da mesa de sua sala de aula – você pode precisar.





3 - Não coloque desenhos dogmáticos nas atividades de fixação. Exemplos: anjos com asas, orar de joelhos e de mãos postas, crucifixos, imagens bizantinas. Justificativa: não está de acordo com as orientações das obras básicas do espiritismo. Este é o 17º princípio utilizado por Pestalozzi: Utilizar as vias do desenvolvimento e nunca da dogmatização.




  4 - Chegue mais cedo e arrume a sala de aula, preparando o ambiente e organizando os materiais.



5- Nunca use duas histórias no mesmo dia para crianças até 10 anos. O aproveitamento do conteúdo será melhor.




6- Nunca direcione as cores para as crianças, é um erro pedagógico. Exemplo: “o sol é amarelo.” Deixe que a criança escolha e seja natural em sua manifestação artística.



7- Determine poucos objetivos para sua aula. Assim poderá alcança-los realmente.




8 - Evangelização de Bebês – formar esta proposta na casa espírita é fundamental. O evangelizador deve utilizar didática especial para atender este público – as mães podem ficar junto com os filhos durante as aulas.




9 - Participe sempre das reuniões da equipe de evangelização.




10 - Participe de reuniões de estudo de evangelho no Centro Espírita. Essa conduta facilitará sua atividade de evangelizar.




11 - Os objetivos do plano de aula são para o evangelizando e não para você . Muitos evangelizadores apresentam dificuldades nesta ordem e devem vencê-las. Coloque-se no lugar de uma criança assistindo aula.





12 - Estabeleça uma ou duas ideias básicas por plano de aula. Entenda que a criança terá oportunidade de assistir novamente os temas diversos anualmente na casa espírita e que o aprendizado é gradual.




13 - Procure estudar sobre a área de interesse da criança – as fases do desenvolvimento infantil. Conhecer a criança é importante para atingir a sua meta.



14 - Organize um mini fichário para o ano e anote a turma, o tema, os objetivos, as ideias básicas , a história e a atividade de seu plano de aula. Assim evitará repetir fatos e histórias.



15 - Faça o registro das crianças da sua turma. Aproxime-se deles


16. Faça o controle de presença das crianças a cada aula.




17 - Estimule a criança à pontualidade. Ela só tem uma hora e meia de aula de evangelho por semana. Converse com os pais e familiares. Envie bilhetes e cartas.



18 - Não utilize personagens de televisão ou cinema na decoração das salas e/ou atividades de fixação do conteúdo. Pois a criança lembra-se de fatos com o personagem e não do evangelho, ou do conteúdo da aula.





19 - Em toda aula é possível inserir mensagens do evangelho de Jesus, para todas as faixas etárias.




20 - O giz de cera é indicado para crianças do jardim. Compre se possível o giz bastão, ou quebre ao meio o giz comum. Isso facilita para a criança colorir.




21 - Faça sempre dinâmicas de grupo de integração e socialização.




22 - Utilize músicas espíritas nas aulas de evangelização. Valorize a cultura espírita.



23 - Escolha músicas de acordo com a faixa etária, ou seja, a área de interesse.




24 - Promova atividades de integração e socialização antes de iniciar as aulas. Isso ajuda a despertar o interesse da criança.




25 - Esteja alegre e comunicativo. Essa postura atrai as crianças. Leia livros que transformem a sua ação evangelizadora na Terra!




26 - Procure usar roupas confortáveis, que permitam movimento, sentar no chão, correr, brincar, interagir.




27 - Leia sempre obras relacionadas à evangelização de crianças e jovens.




28 - Participe de encontros voltados para a evangelização da criança e do jovem.



29 - Conheça e observe a personalidade da criança e do adolescente. Assim, evangelizará melhor.



30 - O evangelizador para a pré-juventude deve ser dinâmico, interativo, alegre e ter maturidade suficiente para diagnosticar e lidar com os conflitos comuns desta faixa etária e ainda auxiliá-los com prudência e discernimento.



31 - As atividades e dinâmicas devem ser preparadas de acordo com o conteúdo trabalhado.



32- Os jogos cooperativos levam em sua essência características muito importantes: Não há necessidade de competição: são desafiantes, envolventes. O real e grande desafio está na convivência e na tolerância mútua entre os participantes. Não possui uma faixa etária específica para cada jogo: há a possibilidade de adaptação ao grupo que se joga. Podem ser aplicados desde as crianças muito pequenas até grupos de jovens e adultos

terça-feira, 28 de maio de 2013

AUTOCONHECIMENTO

Atividade Introdutória
Contar o seguinte caso:
Num dia de muito sol uma família, em férias, passeava de carro em um lugar muito bonito. Havia muitas árvores e alguns animais. Era uma região de fazendas.
Resolveram parar o carro para se refrescarem. Encontraram uma sombra, beberam água, comeram o lanche que trouxeram e seguiram viagem. Partiram admirando a paisagem e a calma que encontraram junto à natureza, apesar do forte calor. No entanto, o chefe da família, infelizmente, fumava e jogou pela janela do carro uma ponta de cigarro acesa.
Horas mais tarde chegaram a uma outra cidade. Pararam o carro num posto de gasolina e ouviram comentários a respeito de um incêndio no campo, atingindo algumas fazendas de gado e devastando toda a vegetação existente. O chefe da família comentou com o frentista:
– Só um louco faria uma coisa dessas! Colocar fogo na floresta
Atividade Reflexiva
Promover a reflexão através das perguntas:
a- O que teria provocado o incêndio?
b-Vocês acham que uma ponta de cigarro pode provocar um incêndio de conseqüências graves? Como?
c-E na vida das pessoas coisas pequeninas também podem provocar acontecimentos que se parecem com os grandes incêndios?
d-O que costuma causar esses “incêndios” na vida das pessoas?
Durante o diálogo utilizar as figuras dos anexos 1 e 2. Comentar as conseqüências mais comuns de cada um desses sentimentos negativos, como por exemplo, a impaciência: a pessoa está sempre mal humorada, os filhos apanham injustamente, a pessoa perde o emprego... (e assim explorar as conseqüências dos demais sentimentos).








Continuar o diálogo:

– Quando aquele homem jogou fora a ponta de cigarro, ele pensou nas conseqüências que poderia causar?
Lembrar que o incêndio da floresta foi causado por um ato impensado realizado em um segundo. Assim também nas nossas vidas, um ato impensado, leviano, realizado em um único segundo, pode prejudicar toda uma vida.

Mostrar o anexo 3 e perguntar:
– Quando se diz que uma pessoa tem “pavio curto”?
– Ela se parece com o pavio de uma bomba pronta para explodir?
– É perigoso ter “pavio curto”?
– É agradável ficar perto de alguém assim?
– O que eu devo fazer para não ter “pavio curto”? 

Ouvir os participantes aproveitando, ao máximo, suas contribuições.



Mostrar um pedaço de corda grossa, mas desfiada em um ponto. Esticar a corda e perguntar:
– Se eu forçar bem esta corda, ela rebentará?
Comparar a parte mais fraca da corda com os nossos pontos de menor resistência, que variam de pessoa para pessoa: em uns, o orgulho; em outros, o ciúme, a impaciência ou a inveja... São esses os nossos pontos fracos e para os quais devemos estar sempre atentos.

Continuar o questionamento com a pergunta seguinte:
– O que fazer para corrigir nossos pontos fracos?
Estimular a participação. Apontar soluções tais como:
– Descobrir seus sentimentos reais como se estivesse diante de um bom espelho. Reconhecer sua própria fraqueza, não inventar nenhuma justificativa. Enfrentar a verdade, sem culpa, nem auto-piedade, aceitando-se, porém desejoso de melhorar-se. (anexo 4)
 Todas as vezes que sentir que está sendo atingido em seu ponto fraco, e desequilibrando-se imediatamente criar um clima de paz interior: visualizar o seu “recanto de paz” e orar para anular essa emoção negativa com uma emoção positiva e agradável (anexo 5).
 Ter consciência de que não é a ofensa que os outros nos fazem que nos adoecem, mas sim a maneira como reagimos e nos sentimos (anexo 6).







 Concluir que:
Ü Os pensamentos, sentimentos e emoções produzem vibrações sobre o sistema nervoso e outros órgãos. Alguns deles produzem substâncias chamadas hormônios.
Ü Os bons sentimentos, como a paciência e o perdão, produzem hormônios que fazem bem à saúde, dão bem-estar e aumentam a resistência orgânica, nos defendendo de muitas doenças.
Ü Os maus sentimentos produzem outros hormônios que, no decorrer dos anos, causam doenças, como o reumatismo, as doenças cardíacas e as neuroses. Pessoas tensas também mantém seu organismo fabricando constantemente muitas substâncias, que as adoecem. Sabemos isto pelas pesquisas feitas por cientistas.


Atividade Criativa
Pedir que procurem lembrar-se de um trecho de uma música ou poesia que fale de sentimentos bons. Ouvir os participantes.
O grupo poderá escolher os trechos mais bonitos e cantá-los ou fazer um coro falado juntando frases citadas e ordenando-as. O objetivo é valorizar a importância de vivermos em paz.
O educador, se quiser, poderá utilizar no coro falado os versos abaixo, comentando o seu significado.
 “ Cada pessoa:
é aquilo em que crê,
fala do que gosta;
retém o que procura;
ensina o que aprende;
tem o que dá
e vale pelo que faz. “

Emmanuel
Harmonização Final/ Prece





IMORTALIDADE DA ALMA

OBJETIVOS:
- Reconhecer a inteligência como atributo do espírito.
 


- Identificar a vivência do amor na Terra, como condição para a felicidade espiritual.

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
Apresentar, em exposição dialogada, as idéias do texto abaixo, adaptadas do livro “Juventude Verdade”, de José Hermógenes, Edit. Record.
Quando dois cosmonautas desceram pela primeira vez na lua, vimos um dos espetáculos mais emocionantes da história da humanidade. O desembarque só foi possível graças a vestimentas especiais que os protegiam contra o ambiente totalmente inadequado à vida humana (anexo 1). Eles ali foram recolher material para estudo e experiências.
Esta era a missão. Cumpriram-na muito bem graças à sua roupagem especial. Sem ela, nada teria sido possível.
Que aconteceria se um daqueles homens, tão encantado com a lua e com sua maravilhosa roupagem, esquecesse de que era um homem, com a missão de recolher algo da lua e em seguida retornar à Terra, onde não é preciso usar o mesmo tipo de roupa para viver?
Que faria o outro cosmonauta? Naturalmente tentaria convencer o colega de que é um homem e não sua vestimenta. Procuraria despertá-lo de seu sonho e fazê-lo voltar. E se não conseguisse? E se o outro estivesse irremediavelmente esquecido de sua natureza humana e insistisse em dizer que ele era a sua roupa, e que ali era seu lugar?!

Propor que uma dupla represente esta situação.

ATIVIDADE REFLEXIVA
 Levar o grupo à seguinte reflexão:
– Felizmente tal situação não aconteceu na lua. Mas está acontecendo em nosso planeta. Há pouquíssimas pessoas com a consciência de que são seres espirituais, com tarefas na Terra e com uma vestimenta feita de carne, chamada corpo, para cumprir uma missão. Qual é ela?

 Incentivar o diálogo para que concluam que a missão comum a todos é o progresso, é nos tornamos melhores, mais experientes, mais amorosos. Depois, terminada a tarefa, retornaremos à verdadeira vida, à pátria espiritual, onde não seremos “almas do outro mundo”, nem os “fantasmas” da crendice popular mas, tal como agora, filhos de Deus, sob Seu amparo e em contínua evolução.

 Concluir que não devemos, assim, sentir medo das pessoas que deixaram a Terra. Elas abandonam o corpo, a sua roupagem para a vida na Terra, mas continuam a viver, a pensar, a sentir, tal como ocorre na Terra. Dizer que irá contar uma história interessante.

Narrar: histórias do velho “quim”

Ouvir as opiniões do grupo. Considerar que são naturais as aparições, vulgarmente consideradas “assombrosas”, mas que são facilmente entendidas pelo conhecimento da realidade do Espírito.

ATIVIDADE CRIATIVA
Opção 1: Apresentar a quadrinha do anexo 2, pedindo que, em grupos, criem uma música para a letra.
Não tenha medo de mim
Pois não sou assombração.
Só estou agora sem corpo
Na trilha da evolução.

Os grupos apresentam as músicas que criaram e escolhem a melhor. Todos ensaiam e cantam.

Opção 2: Pesquisar fatos verídicos narrados por pessoas que já deixaram o corpo. Os grupos selecionam e apresentam em forma dramatizada.

HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE


ANEXO 1



         HISTÓRIAS DO VELHO "QUIM"


Fig. 1- Numa noite de luar e céu estrelado, a meninada reuniu-se no terreiro do sítio em volta do velho “Quim”, caboclo valente que sabia tanto tocar viola, quanto contar as histórias do sertão. Naquela noite, “Quim” relembrava histórias de “sacis-pererês”, mulas-sem-cabeça” e outras assombrações, que apareciam aos homens que passavam em determinados locais. Filipe, o mais novo dos ouvintes, prestava toda atenção. Em certa hora teve sede. Levantou-se e caminhou em direção ao interior da casa. Ao vê-la sozinha, e às escuras, pois todos estavam no terreiro, Filipe, impressionado com as histórias que acabara de ouvir, sentiu muito medo e voltou correndo para junto dos irmãos. Eles, percebendo o que se passava, puseram-se a rir e caçoar do caçula, que se escondia, visivelmente encabulado. O velho “Quim”, sempre atento à educação dos meninos, mandou que parassem a brincadeira e começou a falar-lhes: – Quando eu era da idade de Filipe, também sentia muito medo. Claro, eu já sabia que não existia mula-sem-cabeça, nem vampiros que atacam seres humanos. Mas o que chamam “almas penadas” ou assombrações, disto eu tinha medo sim. Mas só até o dia em que meu avô contou-me uma história muito interessante. – Conte para nós, velho “Quim” - falou Filipe, muito seguro. E o caboclo prosseguiu: – Contam que, certa noite, um marinheiro estava no cais de um porto, olhando o mar, quando alguém se aproximou e começou a conversar. Falaram sobre a natureza e outras coisas, até o momento em que o desconhecido disse que vivia, há muitos anos, naquelas redondezas, desde o dia que deixou o corpo, afogado no mar.




Fig. 2- O marinheiro arrepiou-se!... Ele, então, estava falando com alguém que já tinha morrido? E expressando grande pavor na fisionomia, suplicou: – Pelo amor de Deus, vá embora!... Tenho pavor dos mortos!... Quase morro de susto!... O desconhecido olhou-o com tristeza e respondeu: – Sim, eu vou embora. Mas saiba que estou sempre aqui para proteger os que vêm a este lugar. Você diz ter medo dos mortos. Mas não são os que vivem na Terra que usam armas para assaltar e matar os seus irmãos de humanidade? Não são os que vivem no corpo que matam, de uma só vez, populações inteiras, com crianças indefesas e velhinhos, usando armas nucleares? Não são os que vivem no corpo que matam cruelmente animais de grande porte e depois comem com prazer a carne desses cadáveres? – É... é..., respondia indeciso o marinheiro. – Então, - concluiu o desconhecido - são os que vivem no corpo, que devem fazer medo aos outros mortais, e não nós, que somos almas sem corpo. E, falando isso, desapareceu para sempre. Depois de concluir a história, o velho “Quim” perguntou: – Quem está certo? Quem deve causar medo: os vivos ou os “mortos”? E todos os que estavam ali, inclusive Filipe, concordaram que, quem tem a consciência tranqüila, não deve temer os que já partiram da Terra e, portanto, por que ter medo de espíritos? E vocês, o que responderiam?



sexta-feira, 24 de maio de 2013

O JOVEM RICO

Fig.1- "Certa vez um  jovem muito rico, ao ver Jesus, caminhando ao lado de seus discípulos correu ao seu encontro e ajoelhando-se diante dele falou:
- Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
E Jesus respondeu:
- Ninguem é bom senão um só que é Deus. Tu sabes  os mandamentos: não matarás, não furtarás, não adulterarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.
- Tudo isso tenho observado desde a minha juventude! - falou o jovem.
- Uma coisa ainda te falta: vende tudo que tens, dá-os aos pobres e terás um tesouro nos céus.
Depois vem e segue-me.
O jovem ficou muito triste porque era muito rico. E afastou-se de cabeça baixa."
                                                                                                                               (Lucas,18:18 a 23)




Contam as tradições espirituais a continuidade desse episódio.

O jovem rico tinha sede de paz. Embora vivesse com todo o conforto, participando de alegrias e festas, sentia um vazio no coração. Agora, diante dos olhos de Jesus, sentia-se arrebatado. Era como se reencontrasse um amigo. Interiormente gritava: "Irei contigo, Senhor, mas..."
O jovem rico indeciso. Percebeu que Jesus sorriu como se o esperasse. Vencendo a emoção falou
- Permita-me primeiro participar da competição na cidade de Cesareia, disputando os jogos.
- Não posso esperar. O Reino dos Céus começa hoje e agora para o teu espírito. Não há tempo a perder - respondeu Jesus.
- Aguardei muito essa competição. Exercitei-me, contratei escravos que me treinaram, comprei, por uma fortuna, duas parelhas de cavalos fortes... os jogos estão próximos.
- Renuncia e segue-me.
O diálogo parecia impossível. Que poder exercia Jesus! O jovem, perturbado, tentou explicar:
- Não receio dar tudo que possuo, mas...
- Dá-me a ti próprio e eu te oferecerei a felicidade sem limite.
O jovem pensava: os bens, poderia ofertá-los... mas as glórias, as honras da família...ele representava a cidade naquela competição...seria necessário renunciar a tudo isso?
Em silencio Jesus aguardava. O jovem lembrou-se que amigos o esperavam para acertar detalhes finais  da competição. "Não posso seguir-te agora. Perdoa-me!' - falou.

Fig.2- O jovem saiu quase a correr. O mestre sentou-se em profundo sofrimento. Era assim que Ele ficava quando alguém recusava, a Seu chamado, participar do trabalho de amor...
- Como dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas! - falou tristemente.





Fig.3- Uma semana depois, Cesareia estava em festa. Ao som alegre de fanfarras, as quadrigas(carros de uma só roda puxado por quatro cavalos) alinhavam-se na linha de partida. Os bravos cavalos, enfeitados, empinavam. Ao sinal, dispararam sob estrondosa torcida. Mãos firmes na rédea, os condutores dão velocidade aos carros frágeis. Numa manobra menos feliz, um carro vira e um corpo tomba, despedaçado pelas patas ferozes, em disparada. Era o jovem rico! Ele sente as entranhas abertas, o suor e o sangue em pasta de lama... Enquanto escravos rapidamente arrastam-no da pista, seu pensamento volta-se para Jesus e parece ouvi-lo: "Renuncia a ti mesmo, vem e segue-me."




Fig.4- O jovem sente que dois braços transparentes o envolvem amorosamente. E morre dando a impressão de sorrir.





(Fonte:Amélia Rodrigues - Primícias do Reino. Psicografado por Divaldo P.Franco)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

GRATIDÃO




Unidade - A Sociedade

Objetivo:

Identificar a gratidão como o sentimento ou ação de reconhecimento a tudo e a todos que nos beneficiaram de alguma forma.

Atividade Introdutória:

Colocar em destaque duas crianças. A primeira nada recebe; dar à segunda criança algumas folhas de papel e dois lápis.

Dizer: - Vocês estão brincando e resolveram desenhar. So que (fulano) não tem com que desenhar.
O que fazer? (aguardar a criança oferecer a outra papel e lápis).

Perguntar à segunda criança:

- Como (fulano) se sentiria se você não lhe desse o papel e o lápis?

Perguntar à primeira criança:

- Você gosta de receber papel e lápis para desenhar?
- Você está agradecido(a) ao seu colega? Por quê?

Repetir os procedimentos, invertendo os papéis de cada criança: a segunda nada recebe e a primeira é quem recebe o material.

Atividade Reflexiva

A partir do que foi apresentado, explicar que quando alguém nos ajuda de alguma forma, ficamos agradecidos, sentimos gratidão e devemos retribuir, isto é, ajudar também a quem nos ajudou.

Narrar: AMOR COM AMOR SE PAGA

Analisar a compreensão da narrativa através de perguntas como, por exemplo:

- Por que Renato ficou preocupado com Juquinha?
- Qual foi a boa ação de Renato?
- Juquinha mostrou sua gratidão a Renato? Como?
- Por que ele falou: "Amor com amor se paga"?

Apresentar situações do cotidiano para que a criança identifique meios de expressar gratidão, tanto em retribuições materiais quanto afetivas. Exemplos:

a) Maria ganhou uma fatia de bolo e deu metade à irmã. No dia seguinte a irmã também ganhou um pedaço de bolo. O que ela deve fazer?

b) Maria vai sempre abraçar e conversar com o Dedé, seu vizinho, que passa o dia na cadeira de rodas porque não pode andar e quase não tem amigos. Outro dia Maria ficou doente de cama, e não pôde sair. O que Dedé deve fazer?

Concluir:

Devemos retribuir o bem que recebemos.
A gratidão nos faz felizes.

Atividade Criativa

Deixar à disposição das crianças revistas velhas, tesouras, cola e canetinhas.

Pedir às crianças que pensem nas coisas que sentem vontade de agradecer. Procurem nas revistas as figuras, recortem e colem no papel (trabalho individual).

Convidar algumas crianças a falar sobre seus trabalhos.

Pedir que pensem: A quem devo agradecer essas coisas boas?


AMOR COM AMOR SE PAGA!

Fig.1- Todos os dias Renato, da janela de sua casa, vê Juquinha passar pela estrada, bem cedo, com um cesto de verduras que vai vender na cidade.



Fig.2- Um dia Renato falou com sua mãe: - Posso dar um par de sandálias para o Juquinha? Ele anda sempre descalço... e ao meio-dia, quando volta da cidade, a terra da estrada está muito quente e deve queimar os seus pés. - Pode sim, Renato. Você já ganhou dois pares novos de sandálias - respondeu a mãe.




Fig.3- Naquele mesmo dia Juquinha, muito feliz, ganhou de Renato um par de sandálias.




Fig.4- Algum tempo depois, em uma manhã chuvosa, Renato levava uma encomenda numa carroça puxada a burro. Ia por um caminho estreito quando uma cobra bem grande atravessou na frente do animal, assustando-o. A carroça, descontrolada, bateu numa árvore e soltou uma das rodas. "Parece que o eixo partiu... E agora?' - pensou Renato, aflito. E olhava o mato, com medo da cobra voltar, sem saber o que fazer para tirar a carroça dali. De repente, ouviu um assovio conhecido



Fig.5- Era o Juquinha que se aproximava, voltando para casa. Juquinha examinou a carroça. Correu até em casa e trouxe algumas ferramentas.




Fig.6- Com cuidado o menino consertou as rodas da carroça. Em pouco tempo ela estava pronta. Os amigos se abraçaram. Renato agradeceu muito a Juquinha, que falou feliz:
 -Amor com amor se paga!





Educação do Ser Integral - LFC