terça-feira, 27 de agosto de 2013

PIPOCA, O PEIXINHO ENCREQUEIRO

TEMA - MENTIRA

Era uma vez um peixinho que se chamava Pipoca. Ele tinha esse nome porque aonde ele ia estourava uma confusão. Sabe por que? Ele era muito fofoqueiro. Vivia inventando umas “mentirinhas” a respeito dos outros peixinhos. No recife, onde ele e os outros peixinhos moravam, era um lugar muito bonito. A água era tão limpinha que lá de baixo dava pra ver o céu. Tinha muitos corais, plantinhas e muita comida pra alimentar todos os peixinhos. Era o local preferido da maioria dos peixes. Pipoca não gostava, ele ficava com raiva e vivia reclamando: - Esse lugar está muito cheio. Não dá nem para nadar. Porque todo mundo tem que vir pra cá?




Splash, um peixinho que passava na hora, ouviu Pipoca reclamar e disse: - Pipoca, aqui é seguro, não tem pescadores, tem muita comida pra todos, não tem poluição, por isso a maioria dos peixes vive aqui. Pipoca respondeu: - Ah não dá, ta muito cheio, procurem outro lugar. - Não Pipoca, como diz o ditado – “os incomodados que se retirem”, o mar é nosso também. Procure você outro lugar para morar. Pipoca ficou vermelho de raiva, ele pensou: …È assim né, procurar outro lugar. Eu cheguei aqui primeiro, então esse lugar é meu! Já sei o que vou fazer para esvaziar o recife. Vou inventar umas mentirinhas e logo todos os peixes vão se zangar uns com os outros e vão embora.




E assim ele começou… Procurou o camarão e disse: - Sabe camarão, estou muito triste. - Por que, disse o camarão. - O baiacu falou que você é muito feio, tem uns bigodes enormes e parece uma pimenta, de tão vermelho. - O camarão ficou muito irritado e foi tirar satisfação com o baiacu.





- Pipoca foi correndo até o baiacu para provocá-lo também. - Sabe Baiacu, estou muito, muito triste. - Por que Pipoca. O que está acontecendo? - É o Camarão. - O que houve com o Camarão, ele é meu amigo. - Amigo?! Se aquilo é amigo, você não precisa de inimigo. - Por que está dizendo isso Pipoca? - Sabe como é, eu não gosto de fofoca, mas não agüento ver uma injustiça. - Diga logo, Pipoca. - È que o Camarão disse que você é espinhudo e quando infla, fica parecendo uma baleia de tão gordo. - Ah é! Mas o Camarão parecia tão meu amigo, falando umas coisas dessas a meu respeito? Vou tirar satisfação com ele. E foi…



Pipoca ficou rindo… Estou conseguindo. Quando o Camarão e o Baiacu se encontraram foi a maior confusão! Eles discutiram muito, pois já estavam zangados, e um não deixava o outro falar. Foi a maior briga. Pipoca ficava de longe, só rindo da confusão. E assim foi… Pipoca foi inventando mentiras sobre os peixinhos do lugar e ia soltando seu veneno. Os peixes, ingênuos, acreditavam em sua estória, acabavam brigando uns com os outros, brigavam e iam embora para outro lugar.




A confusão foi tão grande que o lugar foi ficando vazio, vazio. Splash tomou um susto, ele estava viajando por outras águas, quando voltou ao recife, ele estava vazio, só Pipoca estava lá. Ele pensou… o que está acontecendo este lugar é tão movimentado, tão alegre, cheio de vida, está tão triste. Aí ele viu Pipoca nadando, nadando, todo alegre. - Pipoca, onde estão os outros peixes? O que aconteceu? Os pescadores descobriram o nosso refúgio? - Ah, não sei não, os peixes resolveram se mudar pra outro lugar. - Por que? Disse Splash. - Ah não sei! Eles arrumaram uma confusão, brigaram e cada um foi prá um lado. - Porque só você ficou aqui Pipoca? - Ora, aqui é a minha casa, meu lugar, é aqui que eu devo ficar. - Por que os peixes brigaram, eram tão unidos, tão amigos? - Umas fofocas que inventaram por aí, e eles acreditaram. - Fofocas, que fofocas, quem inventou isso? E a seu respeito, ninguém disse nada? Splash, começou a desconfiar de Pipoca. - A meu respeito, bem, é, quer dizer, hum, eu não sou bobo, não acredito em qualquer coisa. - Ah é! E sobre aquela estória que você andava reclamando que o recife estava muito cheio? - Splash, que era um peixinho muito inteligente, começou a apertar Pipoca com tantas perguntas, ele sabia que tinha alguma coisa errada. - Pipoca, que tinha a língua solta, não agüentou e disse: - Ta bom, eu confesso fui eu que inventei as fofocas. Mas não me arrependo, o recife ficou do jeito que eu queria, bem vazio e sossegado. - Splash, responde: - Ah é, então fique com o recife todo prá você, porque eu também vou para outro lugar, vou procurar os meus amigos, fique aí sozinho, do jeito que você queria.




- Vai mesmo, eu não preciso de ninguém, posso viver aqui sozinho, vai mesmo, tchau! Só que Pipoca achou que poderia viver sozinho. Sem ninguém para brincar, estudar, conversar. Passava todos os dias ali sozinho, nadando de um lado para o outro. Sem nada para fazer. - Que coisa chata, eu não tenho ninguém para brincar, não tenho ninguém para conversar, eu estou me sentindo tão sozinho. Buá….Buá… E começou a chorar, ele chorava tão alto que os outros peixinhos ficaram com muita pena dele. Apesar do que Pipoca tinha feito, eles mesmo assim o amavam e resolveram ver o que estava acontecendo.




- Splash, que era tipo um líder, perguntou: - O que está acontecendo com você Pipoca, por que está chorando? - Eu me sinto tão só , eu não sabia que era tão ruim ficar sozinho, sem ninguém para brincar, conversar. - Ah então você não queria o recife todo para você? - Eu não quero mais, o recife não é só meu, eu quero os meus amigos de volta. - Então, peça desculpas a todos e diga que foi você que inventou todas aquelas mentiras. E assim foi, Pipoca pediu perdão a todos e disse que nunca mais faria aquilo, ele tinha aprendido a lição. Ninguém pode viver sozinho. Todos nós precisamos de alguém. Precisamos da mamãe, do papai, dos irmãos, do coleguinha.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A FIGUEIRA ESTÉRIL




Objetivo:

Destacar a idéia da importância do trabalho na nossa vida, de produzirmos frutos bons durante a nossa caminhada para seguirmos o caminho rumo a Jesus conforme ele nos ensina no Evangelho.

A Parábola da Figueira Estéril Lucas 13:6-9

E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando; E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? E, respondendo ele,disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar.
 
A) Escrever as perguntas no quadro branco, ler para as crianças e solicitar a elas que respondam:

 Questões para Reflexão

1) Qual a idéia principal desta parábola?

A parábola mostra que nós temos uma evolução espiritual a ser cumprida nessa encarnação e que se nossa vida está sendo improdutiva estamos gastando momentos preciosos para evoluirmos. No entanto, nem por isso estaremos desamparados, pois através da fé, da vontade, do desejo de mudança, nos é dada uma chance de recuperação do tempo perdido. Todos nascemos ignorantes e temos as mesmas chances de crescimento espiritual.

2) Quem é o dono da vinha?

O dono da vinha é Deus, nosso Pai de amor.

3) Quem é a vinha?

A vinha é a terra onde temos a oportunidade de conduzir as nossas vidas, como um momento que nos é oferecido por Deus para evoluirmos espiritualmente.

4) O que é a figueira?

A figueira somos nós, como nossos dons/talentos que recebemos (alegria, paciência, inteligência, saúde, etc.) e nossos defeitos (orgulho, egoísmo, teimosia, etc.). Cabe as nós escolhermos ser a figueira produtiva ou a figueira estéril. Estamos aqui na Terra e depende de nós escolhermos ser estéreis ou darmos bons frutos.

5) O que é o fruto?

O fruto são as nossas ações do dia a dia, seja dos nossos compromissos na escola, com a família, ou até mesmo aquelas calcadas na fé em Deus, na necessidade de praticar a caridade e a humildade, seguindo os ensinamentos de Jesus. O modo como somos, como falamos, como agimos, como pensamos determinará o tipo de fruto que daremos.

6) Quem é o vinhateiro?

O vinhateiro é Jesus, que veio a Terra para nos trazer ensinamentos de amor e caridade, nos servindo como exemplo de fé, bondade e humildade em todas os momentos da nossa vida.

7) O que significa escavar e estercar a figueira?

Escavar e estercar a figueira significa a proteção que recebemos de Deus todos os dias como forma de melhorarmos para exterminar o egoísmo, a inércia, a inveja e outros sentimentos inferiores que não contribuem para que produzirmos boas ações.

8) O que representa o corte da figueira estéril?

Cortar a figueira estéril seria tirar a chance de crescimento e de melhoria que podemos ter nessa vida. Cada um de nós tem direito de melhorarmos, de crescermos e modificarmos os hábitos, as atitudes em desequilíbrio, em função de se viver mais plenamente voltado para o bem .

Depois que elas responderem, fechar a discussão pontuando alguns dos pontos listados abaixo:

• O dono da vinha esperava já três anos até que a árvore começasse a produzir, sendo que as figueiras na região de Israel começavam a dar frutos antes mesmo de terem folhas, ou seja no seu primeiro ano do plantio. Veja o tempo que a figueira deixou de produzir, de ser útil.
• Essa árvore foi muito bem cuidada com o objetivo de dar frutos, absorvendo a umidade e os nutrientes que serviam para as videiras. Mas ela mesmo assim não estava produzindo frutos, além de ocupar uma certa área do terreno que podia ter sido usado para outras árvores.
• Assim, esta parábola remete à idéia da pessoa de coração estéril; aquela que passa a vida inteira sem progresso algum, sem qualquer esforço para crescer, desperdiçando sua oportunidade. São os surdos e os cegos das coisas de Deus: embora tenham ouvidos saudáveis, não ouvem e olham sem ver, ou seja, não dão frutos. Da mesma forma, cada um dos talentos que recebemos veio com um objetivo e, portanto, devemos utilizá-lo em prol do nosso progresso.
• Assim, nós somos a figueira, o vinhateiro é Jesus, que sempre advoga a favor do nosso crescimento espiritual e roga ao Pai para que nos sejam dadas novas oportunidades. No entanto, no que se refere aos dons e talentos, o vinhateiro seremos nós mesmos.
• Nós devemos cultivar as faculdades, as circunstâncias favoráveis que recebemos para que elas não nos sejam retiradas. Quem garantirá que a riqueza, a inteligência ou a saúde serão eternas e irremovíveis?
• Escavar e estercar a figueira significam, justamente, tornar a nossa vida útil de alguma forma a alguém, isto é, permitir que ela frutifique. Desenvolver os nossos dons e talentos, também em favor do próximo, será cuidar para que a figueira não seja estéril.
• O corte da figueira estéril representa desde a subtração dos dons e talentos utilizados inadequadamente até o exílio dos preguiçosos e maldosos em planetas ainda piores que a Terra.

Curiosidades históricas da época de Jesus

• Era muito comum para cada israelita ter pelo menos uma em sua casa.
• As vinhas de Israel também tinham muitas figueiras. Era uma planta muito comum na região.
• A figueira tinha um papel importante na vida de um israelita, representava prosperidade e abastança. • As figueiras normalmente começam a dar frutos no primeiro ano do plantio, quando ainda estão praticamente sem folhas. Normalmente, a safra é colhida no verão e no outono.


a) Separar 3 ou 4 grupos conforme o número de alunos
b) Distribuir para cada grupo anexos (1,2 e 3) um de cada vez , estipular um tempo para cada.
c) O grupo que terminar o exercício mais rápido e de forma criativa ganhará pontos.
d) Para cada anexo os alunos deveram escrever como podemos ser uma figueira produtiva na escola, em casa e na sociedade.







segunda-feira, 12 de agosto de 2013

LINDOS CASOS DE BEZERRA DE MENEZES


Uma carroça de alimentos...

Bezerra de Menezes não fora, com alguns de seus admiradores supõem um despreocupado com o Dia de Amanhã, com a assistência á família, com o seu e o futuro dos seus queridos entes familiares. Não. Sabia como poucos ater-se á disciplina do necessário, a desprezar o supérfluo, a não se apegar ás coisas materiais com prejuízo de seu envolvimento espiritual e da vitoria de sua Missão. Aceitava o pagamento dos clientes que lhe podiam pagar e dava aos pobres e estropiados o que podia dar inclusive algo de si mesmo. Preocupava-se, isto sim, com o futuro de seu Espírito e dos Espíritos daqueles que o Pai lhe confiou. Dia a dia, examinava-se, revia-se interiormente, para se certificar se era mais de Jesus e Jesus era dele, se a distancia psíquica entre ele e o Mestre era menor, se cumpria, como prometera, sua Tarefa testemunhal. E tudo lhe corria bem. As dividas eram pagas pontualmente. Nenhum compromisso deixava de ser cumprido. Os filhos eram educados cristãmente. Jesus morava no seu lar e dentro de seu Coração e dos Corações de seus queridos entes familiares, norteando-lhes a existência e fazendo-a vitoriosa. Numa manhã, no entanto, houve no lar uma apreensão. O celeiro estava vazio, sem viveres para o jantar... Na véspera, Bezerra havia restituído a importância das consultas aos seus clientes pobres, porque, por intuição, compreendera que apenas, possuíam o necessário para a compra dos medicamentos. Agradecera a boa intenção do farmacêutico, mas achava que não podia guardar aquela importância... Junto com a esposa, ciente e consciente da situação, ficara a pensar. Vestira e saíra, consolando a querida companheira e dizendo-lhe: - Não se preocupe, nada nos faltará, confiemos em Deus! Ao regressar, á tardinha, encontra a esposa surpresa e um pouco agastada, que lho diz: - Por que tamanho gasto! Não precisava preocupar-se tanto, comprando alimentos demais e que podem estragar-se... Mas, que acontecera? - Logo assim que você saiu, explica-lhe a esposa, recebemos uma carroça de alimentos... E levando-o á despensa, mostrou-lhe os sacos, os embrulhos, os amarrados de viveres, que recebera... Bezerra olhou para tudo aquilo e emocionou-se! Nada comprara e quem, então, lhe teria enviado tão grande dádiva se não Deus, através de seus bondosos filhos! E abraçando á querida consorte, refugiou-se a um canto da casa para Prece de agradecimento ao Pai de Amor, que lhe vitoriava a Missão, confirmando-lhe o Ideal Cristão e como a lhe dizer: - Por preocupar-se tanto com o próximo, com todos meus filhos, eu preocupo-me com você e todos os seus também meus filhos! Traduzia e opulentava para o vero Servidor a lição de Jesus, quando nos apontou os lírio dos campos, as aves que não ajuntam em celeiros e se vestem e se alimentam e jamais passam fome...

Livro: Lindos Casos de Bezerra de Menezes Autor: Ramiro Gama