terça-feira, 6 de junho de 2017

O CÂNTARO MILAGROSO




Numa cidade da Pérsia, de nome LAR, vivia, há muitos anos, um pescador de nome Sandérji, muito indolente, que não gostava de trabalhar.
Dormindo à sombra de acolhedora árvore, Sandérji teve um sonho que muito o impressionou.





Sonhou que se encontrava num campo, onde encontrou um grande cântaro, em cujo fundo descobriu uma moeda de ouro.
Surpreso e feliz, enfiou a mão no jarro e retirou a moeda.
Mergulhou novamente a mão no cântaro e, espantado, encontrou nova moeda de ouro. Era milagroso o jarro! Debaixo de cada moeda o pescador tirava outra e mais outra, sempre que repetia o gesto.
Ao acordar, intrigado com o sonho, resolveu consultar um velho sacerdote, que era perito em decifrar sonhos.





Visitando o experimentado sacerdote, perguntou-lhe, após contar-lhe o singular sonho, o seu significado.
Como explicar o estranho caso da moeda que se encontrava no fundo do jarro, que se multiplicava em outra e mais outra, sempre que ele mergulhava a mão no fundo do cântaro?
— É fácil desvendar o mistério, respondeu-lhe o sacerdote. Vai ao rio e atira a rede várias vezes e terás a interpretação do sonho.
Sandérji se encheu de ânimo e foi ao rio.




Vendo vários peixes que nadavam na corrente límpida, lançou rápido a rede e apanhou alguns. Repetiu o gesto, agora mais animado, e peixes e mais peixes lhe chegavam às mãos, vindo do fundo das águas dadivosas.
Os peixes surgiam a cada vez que ele repetia o trabalho.
Assim, trabalhando ativamente, conseguiu pesca abundante num só dia. Muito mais do que havia pescado num ano inteiro.



No fim da tarde, um rico mercador que passava com seus ajudantes, ao ver os cestos repletos de lindos peixes, comprou-os todos por uma boa quantia.
Só então o pescador entendeu o significado do sonho e o verdadeiro sentido das palavras do velho sacerdote.
O cântaro milagroso era, afinal, o rio de onde ele tirava os peixes, que se transformavam nas moedas de ouro, pelo trabalho constante.
Malba Tahan
Livro: “Alegria de Ler”




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